Segundo o IBGE, a estimativa da população brasileira já ultrapassou 205 milhões de habitantes em 2016, sendo mais de 21%, ou quase 45 milhões de pessoas, no Estado de São Paulo, com uma taxa de crescimento vegetativo inferior a 0,9% ao ano em 2014, o que indica um deslocamento do formato da pirâmide etária, com significativo aumento da população acima de 65 anos, grande maioria desses em atividade econômica, devido ao baixo rendimento da aposentadoria, sem atividade política, mas em descaso por maior parte dos partidos que aparecem mais frequentemente na Lava-Jato. Com essa perspectiva, uma das respostas do #Governo Brasileiro é castigar mais o idoso com novo aumento da idade mínima para aposentar e aumento do percentual de contribuição, sem desaposentadoria.

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O Idoso é arrimo de família e pode alavancar o setor de serviços

Na verdade, apesar de pouco discutido, é a população mais idosa que movimenta também a economia, por terem várias fontes de renda: aposentadoria, renda de aluguéis de imóveis e outros investimentos, além de atividade econômica. Foi no governo do ex-presidente Lula que houve um incentivo a uma política de turismo para idosos, já ciente da capacidade de movimentar segmentos da economia que precisavam dessa renda que se encontrava parada nos bancos e hospitais. A facilidade de adquirir bens permitiu que parte dos idosos que outrora eram estorvos gastasse com restaurantes, viagens, consumo para si e para outros membros da família, com alguns deles como arrimos da família dos netos. 

Mobilidade para idosos é desconsiderada e cheia de erros

Existem pontos que precisam ser melhorados e adaptados à nova realidade, sendo uma delas a questão da mobilidade desse segmento da população, pois possuem dificuldade de locomoção, com menor velocidade (o que implicaria em semáforos com maior tempo de travessia), com uso de tecnologias assistivas (bengalas, andadores e outros acessórios que exigem maior espaço nas calçadas) e a presença de cuidadores (motoristas com autorização para estacionar em vagas especificas). 

A questão está em um projeto humanizado de tratar o idoso, pois não basta uma legislação técnica, tal como a RESOLUÇÃO 303 de 18 de Dezembro de 2008 do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, usando da competência que lhe confere o artigo 12, inciso I da Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro - CTB e conforme Decreto nº 4.711 de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito.

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As vagas de estacionamento que a resolução trata poderiam prever situações de risco que as vagas devem observar, tais como localização preferencial das vagas sem risco ao sair do carro, seja como motorista, ou como passageiro. Faz-se necessário um espaço lateral para a mobilidade do idoso, tal para o deficiente. Outros requisitos de segurança com ingredientes tecnológicos também são importantes no auxílio ao caminhar e ao acesso aos ônibus, cujos degraus podem ser empecilho ou aumentar o risco de cair, sem falar na #Educação dos motoristas e dos agentes de trânsito.

Você será idoso um dia, escute eles AGORA...

Todo esse debate deve existir nas conferências dos Conselhos Municipais da Pessoa Idosa (COMUPI) e direcionado aos legisladores e executivos para adaptação urgente. A compra nas lojas deve ser acessível. Não há muitos materiais sobre esse assunto ainda, pois a longevidade é uma novidade nesse país. Debata na sua cidade, afinal você ainda vai ser IDOSO um dia... #Comportamento