Está circulando nas redes sociais uma Carta Aberta ao Brasil escrita pelo escritor norte-americano Mark Manson. No texto, ele propaga que os brasileiros são o problema do país. Que o tal "jeitinho" é uma tendência natural e que sempre buscamos ganhar vantagens. Sinto te informar, querido Mark, mas, não, nós não somos o problema do país.

É comum vermos esse tipo de texto ganhar notoriedade nas plataformas virtuais. Parece que a sociedade adora quando um gringo começa a apontar os possíveis problemas culturais e a dizer que todos os brasileiros são corruptos, mesquinhos ou egoístas. Não deveria ser assim.

Pode ser que haja de fato indivíduos que priorizam sempre o bem-estar próprio em detrimento do bem comum.

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Mas existem muito mais pessoas que não se preocupam apenas com o próprio umbigo. Existem muito mais pessoas que, sim, estão preocupadas e empenhadas em ajudar não só a si mesmo, mas também aos seus próximos. Provavelmente, há esses dois tipos de pessoas em qualquer nação. Não é privilégio do Brasil.

Ao contrário do que disse Mark Manson, nós não somos solidários com amigos que quebram o carro de outra pessoa e fogem. Nós não somos preguiçosos e queremos, sim, ser produtivos. Não é só durante o Carnaval que estamos bem-dispostos.

Ah, nós também temos senso de justiça e responsabilidade - isso não é exclusividade dos países que você chama de desenvolvidos. E desculpa se ser vaidoso não é tão abominável quanto no seu país, Estados Unidos. Talvez o "ser vaidoso" por aqui seja uma forma de querer que as coisas sejam bem feitas e de ficar feliz por isso.

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Talvez você não tenha compreendido corretamente.

Para o final ficou a frase que que mais embrulha o estômago na carta de Mark (com quatro anos de Brasil, acho que já aprendeu o significado dessa expressão): "E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro". Se você acha que os brasileiros realmente acreditam que essas são as maneiras de se dar bem, sinto informar, querido Mark, mas você ficou quatro anos no país e não conheceu o Brasil, ou melhor, não conheceu os brasileiros.

          #Famosos #Opinião #Comportamento