Um sujeito neonazista compartilhou vídeo em que agredia jovens em São Paulo, portando uma faca e proferindo discurso de ódio contra nordestinos e usuários de drogas. Divulgado na página do Facebook "Orgulho de Ser Hétero", o vídeo ainda recebeu o apoio de internautas.

A notícia desse fato expõe o quão estúpidas são algumas pessoas que, compactuando com ideias que pregam seu próprio extermínio, acreditam no mito do "cidadão de bem".

Começando pelo indivíduo que gravou o vídeo, o corretor de imóveis Alexandre Paiva, o qual exibe símbolos nazistas em seu colete. É possível perceber, por sua foto, que Alexandre tem negros (juntamente com diversas outras etnias/nacionalidades) entre seus ascendentes e sua miscigenação seria o suficiente para se tornar um prisioneiro de um campo de concentração nazista à época da Segunda Guerra.

Publicidade
Publicidade

Ademais, como brasileiro, certamente ele seria vítima de racismo em qualquer país europeu, independente das ideias em que demonstre acreditar.

Aliás, ao agredir drogados, ele demonstra hipocrisia, uma vez que entre militares o uso de drogas é comum, principalmente em períodos de guerra, quando se dissemina o uso de estimulantes (fenômeno já reconhecido inclusive entre os soldados alemães da Segunda Guerra e que engloba o próprio Adolf Hitler).

Pessoas que, como ele, discriminam nordestinos, também exibem a ignorância a respeito da história brasileira - mais uma hipocrisia para quem se diz defensor da pátria -, tendo em vista que foram os imigrantes nordestinos os responsáveis pela construção de cidades como São Paulo.

Outra incoerência encontra-se na página "Orgulho de Ser Hétero", a qual muitos curtem porque compactuam com os mesmos valores desse sujeito que aparece no vídeo: discriminação a homossexuais e usuários de drogas, racismo, defesa da militarização etc.

Publicidade

Bem, essa página usa como foto de perfil a imagem do ator Charlie Sheen, conhecido pelo abuso de substâncias diversas e que recentemente declarou ter tido relações com outros homens (há indicações de que ele também tenha abusado de crianças).

Em suma, cada passo desse tipo de indivíduo reforça os resultados de uma pesquisa realizada em 2012, publicada na revista Psychological Science, que demonstra que o preconceito está associado a pessoas de baixo QI. #Crime #Comportamento