A chegada do Uber (sistema de caronas remuneradas, com profissionais preparados, carros impecáveis e bom custo/benefício) ao Brasil colocou em ebulição a categoria dos taxistas. E aqui não foi diferente: como aconteceu em todas a cidades do mundo onde chegou, o Uber encontrou, dentro desta classe que possui muitos trabalhadores honestos, uma boa parcela de pessoas mal preparadas, desinformadas e dispostas até a partir para a agressão física, a fim de defenderem seus "feudos".

No momento em que escrevo, também estão ouriçadas as operadoras de TV a cabo, diante da "ameaça" que o Netflix (sistema de filmes via streaming) representa: alegando uma suposta queda no número de assinantes, elas querem que sejam criados diversos de empecilhos a fim de dificultar a vida da queridinha dos fãs de séries e filmes em HD, via internet.

Publicidade
Publicidade

Estes são apenas dois exemplos de um mundo que está mudando na velocidade da colaboração. E a economia colaborativa, que tem como grande parceira a tecnologia desruptiva, veio pra ficar. E mudar.

Baseada num tripé de sustentabilidade totalmente focado nas necessidades do mundo atual - sociedade, economia e sustentabilidade, a economia colaborativa investe na troca do conceito de "meu" pelo de "nosso". Moradia, carros, alimentos, serviços... inclusive esta plataforma na qual escrevo agora, tudo é passivel de ser adequado à esta economia. E aí entram as tecnologias disruptivas para turbinar o que podemos compartilhar.

Mas e nós, professores? Onde nos encaixamos neste processo?

Nós precisamos ficar espertos, se não quisermos ser atropelados. Não por um Uber, mas por nossos alunos.

Nada mais atrativo para uma criança, um adolescente, uma mente em efervescência, do que novas formas de fazer as coisas.

Publicidade

E é justamente esta possibilidade que torna a tecnologia disruptiva e a economia colaborativa tão atraentes e tão facilmente absorvíveis para este grupo. Todos usam #WhatsApp, Snapchat, iFood. Todos alugam as bicicletas colaborativas existentes em diversas capitais. E todos adoram chamar um Uber. Para eles, Facebook já é coisa de velho. 

Assim, é preciso que mudemos alguns de nossos paradigmas (aquelas caixinhas bonitas, lustrosas, que em nosso cérebro guardam algumas das mais arraigadas certezas que temos de como as coisas devem ser) e passemos a andar mais na bicicleta patrocinada por aquele banco famoso, usar o Uber, conversar pelo Whats. E estudar - não nas bibliotecas, mas no Youtube e no Netflix. Entre muitas outras coisas, se você não sabe quem são os 10 youtubers mais influentes da atualidade e quais são as séries que estão "bombando", tenha certeza que algum outro professor sabe - e a chance dele ser escolhido como professor homenageado do terceirão é bem maior que a sua...

Se nós não compreendermos rapidamente (como ainda não compreenderam os taxistas) que não se trata de "Isto SUBSTITUI aquilo" e sim "Isto é uma NOVA FORMA de fazer aquilo", estamos fadados, como os dinossauros que tanto gosto de mostrar em minhas aulas, à extinção.

Publicidade

#Seriados #Educação