Semanas atrás foi lançada uma invenção tecnológica chamada de Garshad, um aplicativo que pode alterar o #Comportamento e mexer com as estruturas culturais e de poder na sociedade iraniana. Enfim, com o auxílio direto do software, as pessoas têm a chance de trafegar pelas cidades, sem necessariamente confrontar-se com as chamadas patrulhas policiais responsáveis pela monitoração de se acatar as imposições e regras do Islã. 

Essa nova tecnologia é favorável principalmente no que diz respeito ao vestuário feminino. Inclusive o site do aplicativo Garshad reforçou que na atualidade, muitos estão indignados com todo esse aparato opressivo, levando à busca de caminhos alternativos e soluções de resistência, resgatando uma porção da liberdade do povo daquela região do planeta. 

O Garshad é capaz de apresentar mapas de cidades diferentes da nação iraniana e além do que, a população em geral consegue atualizá-lo registrando os pontos de localização e concentração das patrulhas, possibilitando que todos os que usam o aplicativo consigam safar-se da polícia.

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É justamente por esse motivo que o site do aplicativo faz questão de salientar textualmente, que para os usuários conseguirem sair livres, "a exatidão do aplicativo depende da cooperação dos cidadãos". 

O especialista em informática, Nima Esfandiari, explica que o Garshad até o momento se compatibiliza com o sistema Android, e que para ter sucesso garantido, se faz imprescindível que funcione comparado a maioria dos sistemas operacionais, ou seja, o sucesso do software em si, está diretamente atrelado a quantidade dos seus usuários.

O estudante do curso de administração de empresas, Mohammad Khaleghi, falou que a introdução do aplicativo é tardia, uma vez que os cidadãos deveriam possuir esse aparato tecnológico desde anos atrás, ocasião em que de fato, havia o incômodo da polícia moral no país.

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Por outro lado, desde que Hassan Rowhani, o atual presidente iraniano, alcançou o poder no ano de 2013, o assédio dos policiais da moralidade diminuiu muito, mas vale frisar que essa força de coerção ainda continua ativa.

Já a professora com meia-idade, Azar Rahimi, afirma que está é aflita com o amanhã dos seus 2 filhos e diz também que não acredita que a performance do aplicativo em questão seja do interesse básico para muitos no Irã, uma vez que o interesse real está nos temas, tais como saúde pública, economia e emprego.

A última atuação dessa polícia moral que conseguiu despertar a atenção das pessoas, ressurgindo com o assunto nas redes sociais, aconteceu há um pouco mais de 3 semanas, especificamente no Festival de Cinema de Fajr, em função do 34o aniversário da Revolução do Irã, o qual é frequentado por jovens com um visual mais moderno, irritando as classes mais conservadoras, sobretudo os canais de comunicação de postura ortodoxa.

O estudante de engenharia de polímeros e integrante do Basij, que são os voluntários Islâmicos, Mojtaba Safi, se expressa dizendo que tanto para a polícia, ou para os basij, é fácil de neutralizar este aplicativo e que para isso só se faz necessário aplicar informações incorretas para que o Garshad não seja uma referência prática e útil. 

Mas tão logo o Garshad foi disponibilizado, o seu site naquele país também foi bloqueado como uma prova de cuidado adicional do governo diante do seu possível sucesso, principalmente entre os mais novos, mas o bloqueio pode ser evitado pelos internautas iranianos, uma vez que no país todos os computadores e celulares contam com um desbloqueador.

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#Religião #universidade