O custo de mobilidade em grandes cidades está no limite, pois os investimentos em metrô, pistas exclusivas para VLT’s e ônibus especiais custam muito e em tempos de vacas magras podem nem existir. Além disso, existem outros custos sociais que terminam por estourar os orçamentos municipais, tais como escolas públicas, transportes para crianças, postos de saúde e hospitais, só para citar os que estão sempre na mídia.

Ajudar as cidades pequenas é mais barato e pode tirar país da crise

O Brasil possui mais de 5000 municípios, a grande maioria vive da renda rural e depende da receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para manter minimamente a estrutura municipal que demanda tais como câmara de vereadores, prefeitura e sua estrutura e representação judicial e policial.

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Essa deformação da estrutura econômica nacional é decorrente da época imperial onde as capitais recebiam as benesses dos representantes do império tais como cartórios, universidades, fóruns e estruturas para receber a visita do imperador e seu séquito. A nova Republica não mudou a cultura, apesar da construção de Brasília, mantendo muitas organizações ainda sediadas no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O custo para manter a estrutura pública tais como policiamento, saúde e vias é muito alta nessas cidades.

Rosana/SP deveria ser polo logístico e intelectual

Existem cidades como Rosana/SP, no extremo oeste paulista, com uma represa hidrelétrica da CESP e poucos investimentos em indústrias que consumam energia localmente, mesmo tendo a possibilidade de ampliação da capacidade instalada para mais duas turbinas.

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A UNESP, uma #universidade pública estadual tem um campus local, mas tem poucos cursos que tornem economicamente viável a escala do investimento no local: faltam cursos de licenciatura para prover professores para escolas da região oeste, faltam cursos de engenharia para incentivar a construção de indústrias locais e falta infra-estrutura principalmente de internet de alta velocidade para aumentar a comunicação e ajudar os serviços da cidade, tais como consulta online de especialidades médicas, sem ter que levá-los até a região.A grande mudança de comportamento político seria o incentivo de instalação de campus universitários e internet de alta velocidade em cidades chaves com menos de 200.000 habitantes e perto de linhas de distribuição de energia elétrica para reduzir a necessidade de investimento em infra-estrutura em transporte e energia. As universidades devem conter pelo menos dez cursos para prover uma micro-cultura de pesquisa e desenvolvimento local, introduzindo novos elementos econômicos na cidade, pessoas com alta especialização, baixo custo de manutenção dessas pessoas com o custo menor de transporte e alimentação, além de uma qualidade de vida que modifique o padrão dos moradores nativos.

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Cidades maiores não são solução: Princeton é um exemplo americano

Outra conseqüência da instalação de campi universitários em pequenas cidades, seguindo um padrão norte-americano onde a Universidade de Princeton com o maior número de prêmios Nobel tem menos de 20.000 habitantes, é a melhoria da distribuição geográfica das pessoas evitando uma migração massiva da zona rural para a zona urbana, com o acumulo de pessoas em favelas e gerando crises sociais como assaltos e homicídios, já que o controle social de cidades menores tem um custo também menor. Que tal escrever para os deputados estaduais e federais para começar a mudança já esse ano? #Crise econômica #Crise migratória