Um veterinário da cidade paulista de São Carlos está tendo problemas com o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo simplesmente por fazer atendimento gratuito aos sábados em sua clínica. O Dr. Ricardo Faher Camargo atende juntamente com sua esposa, Aline, em sua clínica particular (em São Carlos). Numa atitude nobre, eles reservam o sábado para atender aos #Animais cujos donos não tem condições de pagar a consulta.

Mas agora essa importante contribuição do Dr. Ricardo está ameaçada. A visita de uma fiscal do Conselho de Medicina Veterinária de São Paulo afirma que segundo o estatuto do Conselho, ele não pode exercer sua profissão gratuitamente (ainda que um dia por semana), nem mesmo cobrar preços abaixo de valores considerados "normais" para a instituição.

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O médico afirma que mais de 90% dos animais nunca foram levados a uma consulta, e ressalta a importância de colaborar para diminuir esse número. O serviço de veterinário oferecido pelo estado é quase nulo comparado às reais necessidades da sociedade, como aponta os poucos concursos públicos do Governo ou das prefeituras do estado.

Este é mais um caso que está chamando a atenção do país: em um vídeo postado ontem por Ricardo já reúne milhões de visualizações; ele pede o apoio da sociedade para que possa continuar a exercer esse trabalho especial aos sábados (que por enquanto está parado). Segundo a fiscal da instituição, a ética do Conselho determina que apenas em alguns casos a prática pode ser exercida. Em um deles ela apresentou o termo "utilidade pública", no qual o advogado do veterinário trabalha para dar legitimidade ao trabalho que o casal vem realizando.

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O vídeo foi feito na clínica, filmado pela própria esposa de Ricardo, e mostra o diálogo entre a fiscal do Conselho, o advogado do casal e o próprio doutor em sua mesa de trabalho. Enquanto filmava, Aline pergunta se o trabalho gratuito em benefício dos animais não seria considerado utilidade pública. A fiscal rebate que a instituição "entende" utilidade pública como uma ONG. Mas quando questionada se o termo ONG entra no estatuto, contrariada ela responde que não.

O advogado tenta trabalhar com essa questão: provar que o trabalho realizado pelo casal é de utilidade pública. O Dr. Ricardo afirma fazer esse trabalho por amor aos animais e para ajudar as pessoas que compartilham desse sentimento e não têm dinheiro para pagar consulta ou tratamento. No vídeo ele faz um apelo a todos, para que participem de um abaixo assinado eletrônico pedindo ao Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo que o trabalho voluntário seja considerado dentro do termo "utilidade pública". O vídeo, postado a menos de doze horas até o fechamento deste artigo, já se aproxima do incrível número de dois milhões e meio de visualizações.

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Quem quiser conferir o vídeo e/ou assinar o documento eletrônico, que será enviado à instituição, basta buscar na página do face do Dr. Ricardo Fehr Camargo, ou a da sua clínica, a Hero Pet Medicina e Saúde. #Legislação #Cães