Estão abertas as movimentações políticas no país, com vários partidos políticos anunciando que realizarão ou realizaram prévias para escolher seus candidatos para as eleições de 2016, como se os políticos fossem jogadores de futebol, cujos passes estão sendo negociados nos partidos para a composição de um time que pretende ganhar um campeonato de futebol. A metáfora não seria tão desesperadora não fossem os participantes dos jogos pessoas caricatas ou carismáticas que conseguem “arrebanhar” votos em quantidade de forma a concentrar as forças políticas em prol de uns poucos partidos, enquanto a população assiste sem saber qual o seu verdadeiro papel, como se torcer fosse o verdadeiro papel da audiência.

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A população precisa expressar o que quer

O país está em recessão (-3,8% no PIB de 2015, segundo a FGV), não porque a economia tem problemas, mas porque o governo (situação e oposição, sem distinção) não sabe qual o seu verdadeiro papel e brigam pela última e derradeira cadeira daquela brincadeira de criança que a cada rodada tira-se uma cadeira e quem levar a última ganha. Birra da oposição, briga interna na situação. Nenhum dos dois lados escuta a população ou estabelece uma meta que seja viável e factível com o curto dinheiro que existe no mercado. Ficam cobiçando o dinheiro alheio, como se o estrangeiro fosse um benfeitor que só vai ajudar os homens de bem, ou seja lá o que isso signifique.

Eleição não é jogo, é participação e controle

O povo precisa de orientação e não de times de futebol, pois esses nem a FIFA está isenta de pecados.

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O principal cargo não é a presidência, mas a vereança. É no nível mais baixo que está o poder de legislar para o próximo, observar o cumprimento das metas previstas, controlar as ações de governo e execução do orçamento, assim como a isenção dos gestores públicos. Cabe aos vereadores verificar que o dinheiro arrecadado pelos impostos chegue ao povo, nem que para isso peça o extrato bancário das contas do prefeito e dos secretários, que aliás deveriam abrir suas contas particulares para se candidatar e serem vistoriados contra eventuais enriquecimentos ilícitos. Para isso, cada candidato a vereador deveria memorizar cada parágrafo da cartilha da Controladoria Geral da União – CGU (“O Vereador e a fiscalização dos recursos públicos municipais”, publicado em 2011).

Transparência e gastos controlados

Uma das medidas mais importantes é a transparência dos fluxos de arrecadação e uso do bem público, existência de organogramas publicados das estruturas de poder em meios de fácil acesso (web, Diários Oficiais, etc.) e principalmente o rodízio de funções (evitando a profissionalização da vereança e de outros cargos).

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Representatividade da sociedade civil pelos vereadores ajuda a vistoriar e estabelecer prioridades. O vereador não precisa de gratificação, ele é pago pelo tempo que está a serviço de um segmento da população e por isso também não deve ser supervalorizado. Algumas cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul já tomaram a iniciativa de reduzir os salários de vereadores para ficar mais próximo da realidade da população local.

Eleição não é campeonato de futebol

A vereança é um cargo que o povo tem que participar da escolha ativamente: exigindo dos candidatos que conheçam as leis e que possam cumprí-las na íntegra, mas nunca uma vaga em um time de futebol de várzea, muito menos apenas comprar o ingresso para o jogo. #Educação #Comportamento #Eleições 2016