A executiva de vendas, Léia Alves, precisou colocar sua bebê de dois meses de idade no chão da entrada da Caixa Econômica Federal de Suzano, na Grande São Paulo, depois da quarta tentativa frustrada de entrar na agência bancária com o bebê no colo e a bolsa #Maternidade.

Segundo Léia, ela usou o guarda-volumes para guardar outros objetos como guarda-chuva e saco de moedas, mas tentou entrar na agência bancária com a bolsa maternidade por ter itens de primeira necessidade do bebê, da mesma forma como havia feito pouco tempo antes em outro banco sem dificuldades.

Na área que antecede a porta giratória havia somente mesas altas com os envelopes de depósito, e isso representaria um risco de queda para o bebê.

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Em um ato de desespero e sem o auxílio da equipe da Caixa Econômica Federal, Léia forrou o chão com uma manta da bebê e a colocou deitada ali enquanto procurava o que impedia a entrada.

Ao localizar um termômetro, ela finalmente conseguiu entrar, mas antes relatou que os guardas riam da atitude desesperada dela. Além de ser humilhante e um risco para o bebê de dois meses ser colocado no chão de um lugar público, a falta de bom senso dos vigilantes e da Agência Bancária falou mais alto.

A Caixa Econômica Federal emitiu vergonhosa nota dizendo que a porta giratória atende os requisitos mínimos de segurança, mas é preciso lembrar que se caso a executiva de vendas estivesse levando o bebê em um carrinho, a porta lateral usada para cadeirantes deveria ser aberta, e a bolsa revistada por um dos guardas.

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É lamentável que tal atitude dos guardas e dos funcionários da Agência sejam justificados por uma nota informando que o procedimento está previsto em Lei, quando notavelmente houve um excesso por parte dos seguranças e também uma agressão moral com essa mulher.

Mesmo indignada, Léia Alves disse que entrou no banco chorando e muito nervosa, mas não fez uma reclamação do atendimento e nem pretende processar o banco até o momento. Ela disse apenas que registrou o fato no Facebook para relatar o absurdo vivido e não aceitar tratamento desumano com mulheres, especialmente com bebês de colo, que deveriam ter inclusive, atendimento preferencial. Tamanha polêmica no Facebook fez com que o banco emitisse nota informando que irá fazer uma apuração da conduta dos seguranças por meio das câmeras de vigilância.

Compreende-se que existe normas mínimas de segurança que precisam ser cumpridas, mas é preciso relembrar que no caso de um carrinho de bebê ou de um cadeirante, a porta de acesso deveria ser aberta e por isso a atitude dos seguranças poderia ter sido outra. #Família #Violência