Como se não bastassem os problemas políticos que os brasileiros enfrentam, outros problemas decorrentes da atual conjuntura econômica e social emanam para agravar, ainda mais, um cenário que não é nada bom. Além da indefinição política que não encontra uma solução viável a curto prazo para um pontapé inicial que elucide uma alternativa à #Crise, as mazelas sociais percorrem, inclusive, a busca por uma oportunidade de emprego em tempos em que o #Desemprego assombra grande parte das famílias brasileiras. Nesses casos, paradigmas nefastos como a intolerância, o desrespeito, a violência gratuita e a xenofobia começam a ressurgir em meio a circunstâncias que revelam o verdadeiro clima de insegurança que se estabelece em nossa sociedade nos tempos atuais.

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Essa breve introdução serve para alertar a sociedade e os cidadãos de bem para o descaminho que estamos trilhando enquanto nossos representantes não solucionam seu meio político. O #Governo Central, com baixo índice de popularidade, não consegue repassar credibilidade e confiança para seus investidores - locais e externos - e, sem o apoio político da oposição e o aporte capital provenientes do grande empresariado e que são fundamentais para manter as engrenagens da máquina funcionando, fica muito complicado repassar positividade e esperança de mudanças para a sociedade. O clima não é de confiança. E com toda essa volatilidade conjuntural, as mazelas sociais surgem para refletir o atual momento agravante que estamos vivendo. Uma dessas mazelas foi observada, recentemente, em uma fila de emprego.

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O fato ocorreu em uma unidade do Sine na cidade de Canoas RS. Foi na última segunda-feira, dia 21 de março de 2015. O anúncio de uma empresa que estava selecionando mais de 600 vagas de emprego temporário para diversas funções no setor industrial e na prestação de serviços, foi o suficiente para angariar uma fila gigantesca que contornava algumas quadras a partir da agência que intermediava as vagas ofertadas. Diante do tamanho do número de candidatos, foram distribuídas senhas para o atendimento em dois turnos conforme a capacidade de absorção daquela unidade. Os candidatos remanescentes foram dispensados para outras unidades de cidades vizinhas.

Alguns dos candidatos que não foram congratulados com a ficha de atendimento se sentiram lesados, o que é de certa medida, natural. Porém, alguns partiram, literalmente, para a agressão física à outros candidatos que conseguiram a tal ficha. Ali, um trabalhador desempregado de origem nordestina foi alvo de socos e pontapés desferidos por outros candidatos de origem local.

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Uma situação lamentável e inaceitável. O que torna tudo isso ainda mais complexo é o entendimento de diversos sindicatos locais sobre a participação de trabalhadores não locais em contratações desse porte. E é essa espécie de lobby sindical que alimenta essas situações. Isso nos permite adaptar uma velha e famosa frase de Maquiavel: "Se queres conhecer, realmente, o caráter de um homem, lhe dê dificuldades (ou poder)".