O relógio do impostômetro não para de girar. Neste exato momento, ele já se encontra na marca de R$ 496 bilhões de reais em impostos arrecadados pelo #Governo. Não fechamos, ainda, um terço do ano e já atingimos esse número estrondoso. Porém, apesar desse montante volumoso, ainda faltam cerca de três meses de #Trabalho duro para saldarmos nossas dívidas anuais com o governo. Como se não bastasse, em comparação com outros países - sejam de economias de primeiro mundo ou não -, o volume de arrecadação praticado atualmente não retorna em serviços adequados para a sociedade, ainda que pareça mais que suficiente.

Esse número médio de dias trabalhados para o pagamento de impostos em nosso país é calculado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação - IBPT -, Órgão de consultoria tributária independente que realiza estudos diversos para medir e analisar os impactos da incidência de impostos na economia das sociedades.

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Hoje, o peso dos impostos nas economias familiares gira em torno de 35% do orçamento, onde alguns especialistas no tema já discutem sua projeção para os próximos anos em cerca de 40% devido a inflação elevada estimada. Ao mesmo tempo, tais especialistas debatem a viabilidade de uma tributação incidente nesses patamares que são pouco sustentáveis. Segundo eles, algo em torno de até 30% seria muito mais adequado e eficiente do que os percentuais atuais que são praticados, visto que o problema não está na arrecadação.

A arrecadação é como o faturamento de uma empresa: faturar mais não significa, necessariamente, maior lucro. Você pode ser o campeão de vendas entre os seus concorrentes e, mesmo assim, ser àquele que está em pior situação financeira. Mais cedo ou mais tarde irá sucumbir e sua direção será a falência, pois não tem um fluxo de caixa sustentável, bem planejado e bem executado.

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A exemplo da empresa, o governo não tem um fluxo de caixa adequado. O volume de arrecadação, apesar de representar mais de um terço do PIB, segundo o estudo IRBES aplicado pelo IBPT, não possui uma "gestão de caixa" efetiva que aloque de forma responsável os montantes necessários para que os diversos setores da sociedade - saúde, educação, infraestrutura básica, habitação, entre outros - sejam beneficiados com suficiência.

Nesse sentido, diversas entidades e diversos especialistas no tema discutem há algum tempo a eficiência da tributação que é praticada pelo governo. Tais debates já promoveram a criação do Simples Nacional em parceria com o SEBRAE no ano de 2012. Atualmente, há um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional que objetiva reformular o atual Código Tributário Nacional. Esse projeto que está em discussão e promete desburocratizar o regime tributário/fiscal pode ser acompanhado pelo cidadão comum através da página do Senado. É muito importante que a sociedade acompanhe esses movimentos com debates e questionamentos que promovam as mudanças necessárias que esperamos alcançar. #Senado Federal