O assédio sexual em trens da CPTM e Metrô de São Paulo tem aumento significativo e assustam a mulheres que fazem uso desses coletivos. 

Segundo dados da Delpom (Delegacia de Polícia de Metropolitanos) e da polícia Civil, os casos de abusos sexual em trens e metrô da grande São Paulo tem crescido em 2015, de 20,6% a 28% em relação a 2014.

Em 2014, foi registrado 150 casos, enquanto 2015 o registro foi de 181 casos. Equivale um abuso sexual a cada dois dias. 

Os abusos 

É considerado um delito leve quando o homem aproveita a superlotação dos transportes publicos para encostar ou esfregar na mulher. O sujeito não poderá ser preso, mas cometeu um #Crime e será punido mediante a lei.

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No caso do abuso que o indivíduo chega a ejacular na mulher, é considerado crime grave e estupro.

Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, responsável pela Delpom, as penas variam conforme o crime cometido; multa, prisão de 2 a 6 anos ou de 6 a 10 anos em caso de estrupo.

As campanhas realizadas orientam as vítimas a denunciar. Segundo Cecília Guedes, chefe de relacionamento dos usuários do Metrô, diz que muito assédios acontecem, mas as mulheres não denunciam por medo, vergonha, ou mesmo por sentir-se culpada.

A orientação é: não ficar calada, quem passar por esta situação deve procurar ajuda de um empregado ou até mesmo dos usuários dos trens. Enquanto as vítimas se calam, esse crime aumenta.

O Analista de Sistema Renato Sanches de São Paulo criou um chamado " help me ou Me ajude" com a intenção de prevenir abusos sexuais em trens e metrô.

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Ele decidiu fazer o aplicativo após ver muitas reportagens de abuso contra a mulheres em transportes públicos. 

Em caso de abusos, a usuária  aciona uma sirene, chama atenção de outras pessoas para si mesma, envia simultâneo uma mensagem de texto para os canais de denuncia da CPTM e Metrô com os dizeres: "Estou sofrendo abuso".

Este aplicativo está disponível para Android e iOS e não tem ligação alguma com o Metrô ou CPTM.

A luta contra esse tipo de crime é não se calar, denuncie.  #Justiça #Comportamento