Pedido recorrente de uma parte considerável da população, a #Reforma política foi proposta, via plebiscito, por Dilma em 2013, quando os protestos de Junho atingiam o seu auge. Muito embora a medida tenha sido comemorada pelos brasileiros, foi derrubada pelo Congresso Nacional poucos dias depois. A proposta foi considerada, na ocasião, como "inviável" pelos congressistas. Hoje, porém, setores da sociedade e do poder consideram uma Reforma Política a única saída possível e democrática para a crise atual. 

Uma plataforma que viabilizasse o contato entre o Governo Federal e a população também é uma ideia que, desde 2013, paira como necessidade para uma Democracia que não é feita somente pelo voto.

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Em 2014, a presidenta Dilma decretou a criação de Conselhos Populares, representando um verdadeiro avanço na política social brasileira. Propunha-se uma série de comissões populares que proporiam ao Legislativo novas leis e novas ideias, viabilizando um contato maior entre os poderes oficiais e a população. A oposição, diante da proposta, considerou a ideia "bolivariana" e até mesmo comunista (como escreveu a revista Veja). Dois dias depois da reeleição de Dilma, o decreto foi derrubado pelo Legislativo, sob o argumento que fere a independência da Câmara.

Embora tenha sido um alvo somente dos protestos do Movimento Passe Livre ou de grupos à esquerda, a proposta de mudar as regras da doação de campanhas eleitorais - principal meio de corrupção investigado pela Lava Jato e outras operações - foi aprovada com dificuldades pelo STF.

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O ministro do Supremo Gilmar Mendes - oposicionista do governo - utilizou durante mais de um ano o "Pedido de Vistas", adiando a votação até o limite.

A conjectura atual, em que se discute a criação de uma nova política, necessita de um ato de relembramento. Propostas para a renovação foram bloqueadas pelo Congresso Nacional durante todo o governo Dilma, demonstrando que, embora se divulgue uma ideia de reconstrução político-nacional, há um ímpeto de conservar instituições viciadas e que, em grande parte, são as culpadas pelo clima inquieto e radical sob o qual está a política brasileira.  

  #Dilma Rousseff