Manchetes recentemente publicadas pelo SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, Brasil mostram que:

  • Na atualidade 30% do salário dos brasileiros são utilizados para pagar a conta do cartão de crédito;
  • Diversas pesquisas apresentam resultados assustadores. Elas afirmam que 76% das famílias endividadas estão devendo a conta do cartão de crédito;
  • Outros resultados mostram que existem 87,5 milhões de cartões de crédito e 106,2 milhões de cartões de débito no Brasil;
  • O número de transações com cartões de crédito e débito atinge o elevado número de 10 bilhões de transações.

Dentro da carteira de grande número de pessoas é possível observar um grande número de cartões de crédito.

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Isto confirma a cultura da fartura que ocorre mesmo em tempos de crise, como o que vivemos neste momento. O pior é que as pessoas não conseguem controlar os gastos com estes pequenos 'tiranos'.

Para evitar estes problemas o melhor conselho seria: cancelem seus cartões de crédito e vivam com o que ganham. Mas isto parece impossível. É grande a tentação que representa uma vitrine bem montada. Lá diversas fotos mostram belos modelos. Eles vestem aquela roupa que você gostou. O olhar lhe dá sensação que, quando estiver vestindo a mesma roupa, poderá causar a mesma impressão. Estamos frente a uma confirmação do ego em ação. É preciso não esquecer que a propaganda é a alma do negócio. Em contraposição pode ser a desgraça de muitos que a ela não resistem e compram coisas que não precisam.

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Mas para a maioria das pessoas os cartões de crédito são um fato na vida atual. Eles dão a falsa sensação de estarmos construindo um crédito na praça. Os anúncios apregoam que quanto mais você utilizar o cartão (fato traduzido em milhas), maior será a recompensa ilusória de algum presente que lhe é prometido.

A ilusão cai por terra quando algum problema adia o pagamento para o próximo mês: os juros escorchantes comem pela perna. Se ainda não conseguir pagar, a bola de neve dos juros cresce. Assim, outro conselho: não atrase o pagamento dos cartões. Outro conselho vem no arrastão do primeiro: nunca exceda o limite de seu cartão. A privacidade na sociedade atual é outra ilusão. Logo todos ficarão sabendo. Seu crédito vai embora, junto com a enxurrada de lágrimas de falso arrependimento. Bons analistas econômicos recomendam não gastar mais do que 30% de seu limite. Eles também recomendam o uso de cartões que cobram taxas anuais. São conselhos não seguidos.

É um bom exercício anotar tudo o que o cartão prometeu de vantagens.

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Grande parte das pessoas não utiliza estes benefícios. Elas acabam perdendo um bom retorno. Ele poderia diminuir os gastos com os cartões. Pesquisas desenvolvidas por um órgão americano NerdWallet, que auxilia pessoas que não sabem controlar suas finanças, aponta que uma entre cada cinco pessoas não utiliza as recompensas de seus cartões. Certamente uma pesquisa em nosso país revelaria números maiores.

Evite ofertas mágicas. Tome cuidado com a Black Friday. O movimento com cartões costuma duplicar neste dia. Ele agora está transformado em uma semana inteira: a Black Week. O último conselho diz que um bom costume é esquecer os cartões em uma gaveta. Eles devem ser colocados bem ao fundo. Deixe uma papelada por cima. Olhe com atenção para seus vizinhos. Se entre eles perceber algum que tenha problema com os cartões de crédito poderá ter um bom exemplo de como sofre uma pessoa subjugada aos juros dos cartões de crédito. #Comunicação #Comportamento