A união homoafetiva foi uma conquista muito importante para o mundo LGBT e essa nova concepção já vem sendo adotada em várias regiões do Brasil desde 2011, fazendo com que o reconhecimento desse casamento seja uma decisão jurídica, resultante de alterações legislativas a leis matrimoniais. Assim, a lei cogita em torno dessa união estável, de acordo com seus princípios constitucionais, dando os mesmos direitos e deveres.

Abordar sobre união do mesmo sexo é uma questão que envolve muitas polêmicas, pois, de acordo com a sociedade em que se convive, existem os mais tradicionalistas que veem essa ideia como repúdio para as crenças religiosas, já que o "homem foi feito para a mulher".

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Para os mais conservadores é uma condenação opinar sobre tal proposta criada sob uma vista jurídica. Todavia, a sociedade vive imposta sobre certos padrões culturais, cada uma vive a sua cultura e sua crença, não se permitindo, boa parte, ter uma visão mais ampla sobre a nova diversidade e as diferenças existentes. O poder da religião coíbe a mente das pessoas, acreditar na bíblia é um fator de crença cultural.

           

Escola, preconceito e diversidade dos gêneros

Ao longo do anos, falar sobre homossexualidade no ambiente escolar é um grande tabu na escola. O preconceito é um dos fatores que envolvem essas questões sociais e da não aceitação, buscar a amplitude no conhecimento é um fator essencial para que torne o aluno com uma visão mais aberta sobre a diversidade e desperte o conhecimento sobre o novo anseio familiar.

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Argumentar de forma precisa é necessário para que o debate seja construtivo, porém sempre haverá as diferentes formas de argumentações, pois muitos irão contra essa norma que foge da realidade vista pela maioria em seu ambiente familiar. A escola, no entanto, será um fator social que terá o poder de interferir nas novas construções de conhecimentos e ideias, sendo necessário trabalhar de forma detalhada e leve para que não cause grande impacto e discussões a respeito da homossexualidade, pois a sociedade ‘’evolui’’ mas a mente humana continua estagnada em sua forma tradicionalista de acordo com seus padrões de vida, e a religião vem, muitas vezes, imposta em primeiro lugar.

Como trabalhar um tema delicado em sala de aula?

É necessário buscar uma tomada de posição, a partir da etnografia, buscando então uma coleta de dados da região, conhecendo a cultura de cada um e tentando abordar o tema para que esse venha de forma relevante e não impactante e crie discussões favoráveis a respeito disso.

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De tal modo, tem-se um tema delicado que, de acordo com os princípios morais de cada um, pode gerar grandes repercussões.

Alguns são contra devido às normas religiosas e sua cultura tradicionalista, porém, a lei impôs e estabeleceu a favor da união estável entre pessoas do mesmo sexo, dando então direitos iguais aos cidadãos para que não se sintam descriminados e rejeitados pelas normas culturais da sociedade. No livro "União Homoafetiva:  O preconceito e a #Justiça" da autora Maria Berenice, ela retrata de forma clara sobre a decisão vinculante do STF, que reconheceu as uniões homoafetivas como uma entidade familiar, tendo direitos iguais e obrigações semelhantes à união heteroafetiva, ninguém pode deixar de reconhecê-las.

Mostrando, através de uma visão global e local, os termos que afastam o preconceito que lhes é imposto, buscando retratar, então, um sentindo de democracia em que todos os cidadãos participem igualmente, e de alteridade, dando a capacidade de ser capaz de aprender as diferenças do outro e de sua dignidade, como seus direitos e, sobretudo, suas diferenças, ou seja, quanto menos alteridade existir na sociedade, mais conflitos sociais existirão. #Educação #Governo