Lady Gaga fez seu primeiro show com banda no festival de #Música Glastonbury, em 2009, ela disse estar emocionada porque costumava ir a festivais como aquele e também disse que, sabia como todos na multidão da plateia estavam se sentindo, sujos de lama, suados e fedorentos, mas que estava tudo bem, porque nestes festivais o seu sofrimento é pelo amor à música.  

Falando em festivais, este mês aconteceu o quinto Lollapalooza Brasil, foi o meu primeiro Lolla, uma experiência incrível e eu resolvi fazer um comparativo com o outro  grande festival de música brasileiro, o #Rock in Rio. Os dois festivais têm proposta e gêneros musicais diferentes, não pretendo julgar qual o melhor e sim fazer uma análise, dos erros e acertos. 

O grande acerto do Lolla é a descoberta musical.

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O festival apresenta bandas alternativas que ainda não atingiram o grande público, o mainstream, você não sai sem uma nova descoberta musical que vai entrar na sua playlist. O fato de o festival ter quatro palcos principais, ao invés de dois do Rock in Rio, é um ponto positivo.  

O acesso pela integração metrô/trem foi fácil. O festival traz outras atividades, pouco divulgadas mas interessantes, como as deste ano, onde os corajosos podiam se jogar de uma plataforma de mais de 10 metros em um colchão de ar.  A variedade gastronômica impressionou, tinha desde japonês, à comida árabe nos restaurantes e food truks.  

Outro ponto positivo é o fato de o Lolla ter espaços de descanso, alguns até com redes penduradas, no Rock in Rio eu não observei isto, a única alternativa era sentar no chão mesmo.

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A quantidade de banheiros, bares e caixas foi satisfatória. Tinha até local pra você recarregar o celular. Falando em celular o aplicativo criado pelo festival foi muito útil. 

Algumas coisas desagradaram, o valor alto do ingresso é uma reclamação recorrente, mas o meu espanto foi o preço das bebidas, um copo de Chopp custava R$12,00 reais, capitalismo selvagem ou tática para diminuir a quantidade de embriagados causando confusão? Não sei. O festival não conseguiu resolver o problema de interferência de som de um palco para o outro, pessoas disseram que assistiram ao show da banda Florence and the Machine com o som da música eletrônica do Palco Trident ao fundo, parecia até um dueto, disseram. O Palco Onix, onde a banda Of Monsters and Men se apresentou, estava com o som baixo para quem estava mais ao fundo da plateia. 

O Rock in Rio continua sendo o primeiro e maior festival de música brasileiro, nascido e criado aqui. O sonho de Roberto Medina trouxe ao país artistas internacionais que nunca tinham pisado na américa latina.

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O preço do ingresso sempre foi mais em conta que o do Lolla, talvez pela quantidade de público. O Rock in Rio já abrigou 100 mil pessoas na cidade do rock, enquanto o Lolla em seu último dia tinha  por volta de 75 mil. A quantidade de dias de festival também é maior. Para quem procura diversão radical os brinquedos são os melhores, a tradicional tirolesa, a montanha russa, a roda gigante e outros sempre garantiram boas experiências. A chuva não costuma atrapalhar porque a grama sintética garante que tudo não se acabe em lama. 

O grande público do Rock in Rio gera muita sujeira, a quantidade impressiona e as equipes de limpeza não conseguem acompanhar. A segurança no festival também precisa melhorar, já houve caso de pessoas invadindo pela lagoa atrás do palco principal. O transporte público para chegar no festival é sofrido, basta imaginar 100 mil pessoas indo pro mesmo lugar. Espero que com a inauguração da linha 4 do metrô até a Barra da Tijuca o acesso ao festival seja melhor.  

Felizmente os festivais de música caíram no gosto dos brasileiros, tanto os criados aqui, como o Festival Bananarama de Goiânia, quanto os grandes que vem de fora, como o Ultra Music Festival que terá sua primeira edição brasileira em outubro deste ano. Espero que mais festivais venham e que todos possam um dia ter esta experiência mágica que une as pessoas pelo amor à música. #Entretenimento