A #Crise econômica brasileira não é função de um governo, dito ilegal pela oposição, pois esse discurso já teria sido transformado em fato com a execução do impeachment da Presidente do país, se fosse só um problema político. Por outro lado, os indicadores econômicos estão indicando incertezas no quadro sociopolítico-econômico do país, formalizando uma mudança estrutural e funcional do Estado que ainda não tem forma definitiva, mas que está em clara mudança de comportamentos através dos movimentos sociais de rua e de falta de interlocutores que possam transmitir o que está acontecendo.

O Brasil está mais maduro, mas não está velho

O Brasil mudou consideravelmente na última década com uma pirâmide etária mais velha e com jovens plugados em sistemas, onde os controles sociais são inefetivos.

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Particularmente chamam a atenção dois fatos: (a) o fato dos idosos tomarem mais decisões ativas e promoverem mudanças de uso tradicional da economia, gerando um mercado de consumo potencial extremamente inexplorado, indicando que as empresas precisam se adequar a esse novo quadro e que tende a forçar mudanças de gestão, incluindo treinamentos e oferecimento de novos serviços; (b) o sistema escolar obsoleto, onde as decisões são tomadas utilizando antigas formas de estruturação, departamentalizada, especializando escolas por idade e finalidade, quando a tecnologia deveria facilitar a mobilidade. Esse segundo aspecto é agravado pelo fato de que as crianças e adolescentes já são interconectadas e disputam um poder político virtual que não tem um respaldo legal, mas tem representatividade de fato.

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Mudanças de políticas arcaicas são urgentes e demandadas

Existem pelo menos duas decisões políticas que precisam ser implementadas o quanto antes: (a) a automatização das escolas, tornando-as um ambiente comunitário intergeracional, com vínculos com a internet e outras funções sociais, por serem espaços públicos; (b) incentivos à geração de energia elétrica alternativa particular, ocupando espaços urbanos e reduzindo os custos de transmissão. A primeira iniciativa poderia ser uma implementação de cursos fundamental e médio via EaD (Ensino a Distância) na escola mais próxima de casa, ao invés de especialização de unidades que aumentam o custo de mobilidade urbana. A segunda iniciativa deve reduzir o pico no horário de demanda, retirar o baixo consumo da necessidade de investimento vultosos em geração e transmissão, para se concentrar em alternativas de produção energética que não o da biomassa, que já se mostrou insuficiente e ineficiente, haja visto o preço do combustível que nunca diminui alimentando uma crescente inflação.

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O centro urbano é de todos e deve ser rateado

Outro conceito importante é o da precificação social, definido aqui como sendo a especificação dos recursos e instrumentos públicos, cujos custos precisam ser rateados por outros agentes que não a população comum. O pré-sal na indústria do petróleo é uma iniciativa insipiente, onde a saúde e a educação seriam beneficiadas, mas outros exemplos precisam ser implementados, tais como o transporte público gratuito nos centros urbanos para reduzir o transito exagerado de carros e ônibus em áreas relevantes da cidade e com história.

Mova-se! mude seu representante legislativo

As mudanças que o Brasil demanda sugere que os políticos e empresas tradicionais não conseguem responder adequadamente, gerando incertezas que estão sendo captadas pelas medidas econométricas, porém sem indicação de soluções. Qual a sua opinião sobre isso? #Dilma Rousseff #Comportamento