Ao acessar redes sociais, os principais compartilhamentos dos brasileiros são noticias relacionadas à corrupção e a proposta de #Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Mas uma questão deve ser levada em questão. Se ela cair, quem assume?

É preciso observar e analisar a real situação política brasileira antes de pedir a saída de uma presidente. Primeiro, quem assume? O vice Michel Temer? Um homem que declarou recentemente sua amargura em relação à Rousseff e não mediu esforços desde então para corromper as bases políticas do país. A queda do PT caminha paralelamente com a do PMDB. Um partido que mantém dois lideres investigados pela Lava-Jato comandando as principais casas democráticas da nação.

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Pedir a saída de Dilma deve levar em consideração a falta de uma figura estável para assumir o controle de um país em desenvolvimento e que ainda reflete em suas estruturas os golpes e falta de dedicação política da população brasileira desde sua colonização pelos portugueses. Não seria melhor uma nova eleição do que entregar o governo na mão de outros corruptos?

A corrupção é um mal da sociedade, mas diferente de outras nações, o Brasil inseriu em suas estruturas políticas, sociais e econômicas a importância da propina para que algo seja construído em prol da sociedade. Não é extra, é o dinheiro do povo que paga.

Ao observar os grupos de defesa e contrários ao governo nas novas mídias, observa-se que a grande maioria da população brasileira, a qual discute sobre política, não compreendem sequer a base e a estrutura de uma sociedade republicana democrática.

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Ir às ruas não significa entendimento, em especial observando que a grande maioria se preocupava mais com selfies durante as manifestações do que com o real motivo por estar naquele local, naquele momento.

Responsabilidades

A saída do PMDB do governo representa a fuga do partido em assumir suas responsabilidades, adquiridas ao formar a chapa com o PT durante mais de uma década. Não é novidade ver o partido dançando entre aqueles que lideram o Brasil. Não se pode condenar um governo parcialmente, mas somente levando em consideração toda a estrutura que o forma.

Precisamos abrir nossas mentes para o diferente, atacar a corrupção sem assumir posições partidárias. Só assim seremos respeitados. Ir as ruas ao lado de outros corruptos ou políticos que atentam contra nossa sociedade é inaceitável. E muitos políticos entendem isso como a melhor forma de se propagar na mídia, pegando carona no que temos de mais precioso, a democracia adquirida a duras penas.

Devemos lutar civilizadamente, respeitando as opiniões alheias e questionar sem violência.

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Tocar Dilma por Temer, Temer por Eduardo Cunha, ou Cunha por Renan Calheiros não muda nada, em vez disso vai levar o país a um caos incontestável. Não se troca seis por meia dúzia. Que a democracia prevaleça e com ela, principalmente, que os brasileiros aprendam que o voto representa a democracia e que devem pensar duas vezes antes de usá-los como produto de compra e venda. Fica a lição em ano de eleição. #Crise no Brasil #Protestos no Brasil