O pós-Dilma, o que será? Sem sombra de resposta, e com certa ojeriza, a nação como um todo se contorce. Sente os aromas do cadáver-político que o desfecho de qualquer cenário possível teima em manter de pé. Mesmo que assuma o vice, a firmeza de muitas vozes correntes já trazem à tona uma nova e evidente realidade: Temer não se sustenta.

No TSE tramita a moção salvadora: a nossa bala de prata! E logo mais leitores, Temer estará por terra - tornado ao pó que desde sempre pertenceu.

Tenhamos coragem, lucidez. Um pedido que se deve fazer a todos. É momento de ruptura. Não se pode desejar que o processo se desfaça. A dupla eleita se aniquilou por conta própria, e provavelmente assumirá o leme o nosso “salvador patriota”, o “nosso homem”, o Exmo.

Publicidade
Publicidade

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha. E assim só de imaginar dizendo, já ferveu um azedume na boca...

Cunha provavelmente está com os dias contados. Independente do desenrolar dos cenários acima, há indícios de que Cunha tenha transferido para as conta da esposa, na Suíça, recursos obtidos de maneira ilícita. Recursos esses, que teriam sido utilizados para saldar o cartão de crédito da filha. Vamos lá, sem piedade nos comentários. Caso as suspeitas se comprovem, será preciso maior exemplo de torpeza? Que participasse sua esposa, com a conivência de qualquer esquema, mas que pai nesse mundo teria a capacidade de envolver própria filha, assim, tão ingenuamente?

Não! Que fique registrado aqui, um sonoro não! “-Não, Cunha! Não ficarás impune!”

As ruas têm memórias e elas perseguem. Cunha, não se sustenta.

Publicidade

E que venha Renan Calheiros na linha sucessória, o Presidente do Senado. Mesmo abandonando o barco agora (momento oportuno?), o povo, novamente, bradará sem trégua. Caçará seu nome.

É muito provável que antes mesmo dos 90 dias contados da queda de Temer, já tenhamos um Ministro do STF como Presidente temporário. Lewandowski então, convocando novas eleições, entrará para os livros de história (sempre acompanhada de ilibadas menções heroicas a ao ex-ministro Joaquim Barbosa).

O Verde, o Amarelo e o Vermelho, estão estampados no rosto de um só povo. Único. Inteiro. Juntas, as marchas de Março estarão conciliadas, repetindo em uníssono os tons de um momento histórico. Talvez estejamos prestes a romper aquele maldito grilhão, o grilhão da impunidade que avassala o brasileiro de todas as classes/cores/gêneros.

Nossa terra poderosa, vigilante, com a pujança das adagas-da-justiça, jamais permitirá que ousem nos meter os ferros novamente. Tenhamos esperança! Marchando contra a impunidade-corrupta secular: a massa... É uma só! #Dilma Rousseff #Impeachment #Protestos no Brasil