Uma notícia recente leva a uma reflexão e a um conselho: cuidado ao andar pelas ruas teclando mensagens de texto em seu celular. Uma vereadora estatal em New Jersey (Pamela Lampitt) sugeriu que pedestres distraídos fossem multados caso fossem pegos andando pelas ruas da cidade, martelando o teclado de seus celulares, e abusando do uso do whatsapp, deixando seus polegares quase inchados de tanto teclar. A proposta visa punir a “marcha distraída” com multas ou detenção de até 15 dias.

Há razões para tanto cuidado?

Cuidado com os pedestres é recomendado aos motoristas. Cuidado com os motoristas é recomendável aos pedestres.

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Seria este mais um processo penal ridículo, similar a tantos que surgem por aí? Seria este um problema de segurança do trânsito, principalmente em nossas grandes metrópoles, que apresentam calçadas irregulares, cheias de buracos, quando não são encontradas algumas crateras sem nenhuma sinalização?

A marcha distraída pode também acontecer escutando música. Falar ao telefone, parecendo que se está falando sozinho, dando a impressão de estarmos cruzando com algum lunático, o que não seria de estranhar em uma sociedade com tantas esquisitices e esquisitos andando pelas ruas, também pode causar acidentes.

Algumas destas atividades podem até ser desenvolvidas de forma simultânea, aproveitando a capacidade de múltiplo processamento de nosso cérebro, cuja cópia em toda intensidade está reproduzida nos computadores, que felizmente (talvez por pouco tempo) ainda não são antropomórficos.

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Já imaginaram computadores desenhados com imagens de pessoas?

Isto pode levar as pessoas a um estado de distração que as façam tropeçar nos anúncios de placas “em obras” que proliferam pelas ruas, esbarrar em outras pessoas, correndo o risco de levar algum processo por assédio, derrubar outras pessoas, atravessar a rua com sinais fechados para os pedestres com resultados imprevisíveis.

A vereadora apresenta estatísticas onde é possível observar um aumento, com números que atingem 11% de todos os acidentes em vias públicas, como resultado desta “marcha distraída”, com aumento do número de mortes de pedestres. Assim, se torna inegável o benefício de uma #Legislação, inexistente em nosso país, pelo menos de forma divulgada para o grande público, que proíba a indesejável ocorrência de tal evento.

Os pedestres distraídos representam, na realidade, um perigo para todos os outros transeuntes que encontram em sua caminhada, se revelando como um #Comportamento arriscado, contra o qual se justifica uma punição.

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Do alto de sua cátedra a vereadora revela números que apontam para mais de 11 mil acidentes na década passada. Como poucos registram queixas contra estes esbarrões, este número pode ser muito maior. Quem sabe um apelo a Tiririca, que acreditava que pior que estava não poderia ficar, resolva a situação. Certamente, frente a tudo o que está acontecendo nos dias atuais, o parlamentar (que é um dos mais assíduos) deve mudar de ideia e aceitar que tudo está pior. Quem sabe ele possa pleitear uma legislação de proteção aos demais transeuntes. Esta seria uma graça não tão sem graça e que poderia ajudar seus eleitores, ainda que com os novos dentes, ele não pareça tão engraçado.