A completa incoerência do discurso político do PMDB fica claramente demonstrado nesta terça-feira, quando o PMDB decide desembarcar do governo. A leitura é simples: todos os peemedebistas se convidaram para uma festa no #Governo, quando a festa acaba, eles desembarcam e do iate e deixam a conta e a limpeza da festa para o PT. O ponto que não é coerente com tal discurso é o fato que o vice-presidente, Michel Temer, não pede exoneração do cargo e nem os presidentes da Câmara e do Senado, todos PMDB.

Em outras palavras, o jogo é simples, derruba-se a Dilma através de um golpe tramado usando os cargos do governo para o desgoverno e caos, depois fica uma disputa entre Temer, Cunha e Calheiros sobre qual vai sobreviver á justiça.

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A essa altura do campeonato, se a presidente for impedida, o melhor que o país pode desejar é ser governado pelo presidente do STF – Supremo Tribunal Federal, dentro da hierarquia de sucessão e chamar uma eleição imediatamente, configurando como um golpe do PMDB, a palavra mais adequada seria sabotagem, pois tendo mais de 500 cargos no governo e depois pulando fora, configura uma atuação de incapacidade de governar do maior partido brasileiro, não importa qual deles seja o mentor ou o que vai ficar para se candidatar para Presidente, definitivamente é um golpe e do PMDB, com o PSDB na condição de ator coadjuvante, pois em nenhuma hipótese assume a presidência.

A normalidade econômica começa a mostrar sinais

Tirando as fofocas políticas, o Brasil aparenta estar entrando em uma normalidade econômica mesmo com todo o pesadelo político.

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De um lado a balança comercial demonstra que as exportações estão caindo menos que o esperado e as importações estão sendo controladas pelos efeitos da Lava-Jato principalmente no jogo de compra e venda de combustíveis, com um superávit da balança em todos os mesmos do ano.

A indústria metalúrgica, vide CSN, teve um lucro superior a 2 bilhões de reais, ante prejuízos de 2013 e 2014, indicando que a deterioração da industria básica arrefeceu e deve melhorar de agora em diante, principalmente em termos de exportações. A conta de luz teve o preço do Kwh reduzido devido às condições climáticas, mas também pela redução do consumo, indicando que seria o tempo de um política de energia alternativa para evitar o estresse do consumo conjugado com a crise hídrica, que não estava nos planos do governo.

Os impostos ainda estão demasiados e aumentam a evasão, entretanto medidas para incentivar o turismo aproveitando as Olimpíadas devem atenuar a perda de emprego no setor de serviços. Já o setor industrial terá que aumentar a produtividade para conseguir retomar o crescimento e não apenas contar com o manuseio da cotação do dólar para competir internacionalmente, já que a entrada de dólares deve baixar levemente a cotação para um valor próximo de R$3,50, permitindo a compra de insumos agrícolas, sem prejudicar a produtividade do único setor que não está na recessão.

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Reestruturar os impostos pode ampliar a arrecadação

Enfim, o brasileiro descobre aos poucos que não é a Dilma a culpada pelos problemas econômicos, mas a falta de visão dos empresários e de uma estrutura muito departamentalizada que leva a um custo elevado pela burocracia. O melhor exemplo desse paradigma é a cobrança elevada de ICMS, que nos EUA é uma Sales Tax de 8% em média, #Dilma Rousseff #Impeachment