É certo que o que acontece no Brasil não é algo novo. Já é mais que sabido que a #Corrupção sempre existiu no país, desde os tempos mais remotos. Tal prática está tão enraizada neste solo que, até mesmo se duvida que os índios seriam imunes a tal prática. Brincadeiras à parte, somente fica claro que, como todos sabem, a corrupção faz parte de nossa cultura há muito mais tempo do que se deveria.

Pois bem, os acontecimentos atuais, entretanto, causam alarde. A Operação Lava-Jato, que ganha cada vez mais o status de “salvadora da pátria”, não é a solução para os problemas nacionais. O processo de “impeachment”, caso venha a se concretizar, não é a solução para os problemas nacionais.

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A situação atual é calamitosa, pois tanto os partidos políticos de oposição quanto os de situação tem, em seus quadros, membros envolvidos com ilegalidades no exercício de sua função pública. Está complicado levantar a bandeira de algum partido e dizer que se é favorável às suas condutas.

É possível que se houvesse uma Operação Lava-Jato em cada município brasileiro, a “casa iria cair” para muita gente. A corrupção está integrada ao sistema, não oficialmente, é claro, mas por meio das práticas costumeiras dos agentes públicos em seus mais variados níveis. Há desvios de condutas nas três esferas do poder, em praticamente todos os níveis hierárquicos de cargos públicos, tanto eletivos, quanto comissionados e estáveis, ou quanto qualquer outro que possa existir. É o reflexo da cultural malandragem brasileira, que, dentro da administração pública, não deveria existir.

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É evidente que nada disto é novidade. O objetivo desta mensagem é alertar que, independentemente de qualquer operação que combata a corrupção, ou qualquer mudança no comando presidencial, nada irá, de fato, mudar. Esta não é a solução definitiva para os problemas do Estado brasileiro (apesar de fazer parte dela, é claro). Futuramente, novas pessoas irão assumir estes cargos ocupados, agora, por estes eventuais corruptos. Esses novos indivíduos, entretanto, inevitavelmente carregarão consigo a cultura da malandragem tupiniquim e estarão inseridos em um sistema acostumado a funcionar por meio de práticas irregulares. Não é preciso muito esforço para projetar e esperar resultados semelhantes aos que ocorrem atualmente, não é mesmo?

Então, seria este um cenário imutável? O Brasil estaria fadado ao eterno mal das práticas inescrupulosas de quem trabalha no Estado, ironicamente, em função dos cidadãos? É claro que não, mas devemos entender que existem outras reformas que darão maiores resultados do que a simples troca de gestores ou a condenação de alguns mal elementos.

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 Deve-se mudar a cultura e o sistema, os fatores que determinam este mal. A cultura se muda com a educação, com o esclarecimento popular de que quem tira do Estado acaba por prejudicar ele mesmo no fim das coisas. O sistema tem que ser reformulado, de modo a fomentar o maior controle dos atos administrativo dos servidores públicos e incentivar o acesso ao cargo público de pessoas idôneas. A reformulação do sistema eleitoral é o primeiro passo para isto.

Portanto, existe muito a ser feito. Espera-se que as investigações atuais, bem como a mobilização política populacional, sejam um estopim para as devidas reformas. Que quem deva, seja punido. Que quem não deve, não seja. E ao final desta confusão política atual, que os brasileiros se unam e comecem a discutir o que realmente importa. Afinal, ninguém é favorável a corrupção, ninguém é favorável a impunidade, ninguém é favorável às injustiças. Todos querem um Brasil melhor, e para tanto, devemos discutir o que realmente fará isto acontecer. #Governo #Crise no Brasil