Muito se tem falado sobre um tema que vem causando enorme burburinho entre todas as pessoas que compõem nossa sociedade: a crise política de nosso país. São políticos, empresários, especialistas, acadêmicos e cidadãos comuns que discutem e avaliam a atual situação política, econômica e social do nosso Estado, sob perspectivas e percepções diversas que buscam identificar as variáveis que causam o problema e fazem o país perecer. Há aqueles que defendem o #Governo atual e outros que o acusam. Têm aqueles que o responsabilizam quase que exclusivamente. E, ainda, há outros tantos que o eximem de qualquer participação na causa da #Crise que nos aflige.

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Esse extremismo de percepções parece nos impedir de enxergarmos, mais claramente, as causas do problema em que estamos inseridos, fazendo com que muitos dos esforços empreendidos para a tentativa de resolução do problema sejam perdidos por falta de foco e de sinergia.

Enquanto a crise política se agrava a cada novo fato de corrupção que emerge via noticiário, o tamanho e a velocidade que o desemprego alcança parece não ter fim. Estamos chegando perto da casa de dois dígitos percentuais no número de trabalhadores que perderam seus postos de trabalho, sendo que destes, muitos estão amargando a fila do desemprego há mais de um ano. Esse aumento temporal de desemprego tem elevado o tempo médio de recolocação do trabalhador no mercado de trabalho, que dobrou sua média: de cinco meses para dez longos meses, segundo Samy Dana.

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Esse avanço negativo já ceifou 9 milhões de postos de trabalho e, segundo relatório do OIT, esse número avançará para além dos 10 milhões de desempregados até o final de 2016. Segundo diversos especialistas, esse quadro negativo seguirá seu rumo ladeira abaixo até 2017. Se alguma providência conjuntural for realizada imediatamente, as coisas podem melhorar a partir de 2018.

Diante desse cenário nebuloso, onde nossos representantes não encontram um meio termo para negociar os rumos do país de forma a colocá-lo devidamente nos trilhos, sobram vaidades e intolerâncias que acabam colocando em extremos as percepções que cada um faz sobre a situação que se vislumbra. Há os defensores de A e os defensores de B. Por outro lado, parece que a sociedade está pensando mais profundamente sobre a crise, pois está procurando as causas que provocaram o problema para, assim, tratá-lo. A operação Lava-Jato é um bom exemplo.

Há dois artigos bem interessantes que falam um pouco sobre as variáveis da crise em nosso país, a saber: "A culpa é de quem?" e "Até que ponto a gestão de um país inteiro pode ficar nas mãos de políticos?", ambos publicados na Revista administradores.com. Esses dois artigos observam bem o atual período que estamos vivendo. Vale a pena conferir! #Crise no Brasil