Era o dia 20 de julho de 1969, quando todos assistiam fascinados pela televisão a chegada do homem na lua, um senhor idoso exclamou em alto e bom tom: "Isso é uma grande bobagem, uma enganação, é tudo montagem, isto não existe"! Sem saber ele estava falando sobre uma utopia.

Quando Galileu-Galilei foi condenado pela inquisição por dizer que a terra se movia, ele saiu do tribunal dizendo para si mesmo: "contudo ela se move"! Era a utopia ameaçadora, pois quem ousasse dizer o contrário era queimado vivo. Diferente da frase dita por aquele senhor que expressou o seu pensamento sem nenhuma preocupação com a sua própria vida.

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Ele usou o direito que tinha de externar o que achava sem receios. Mas a utopia continuava viva, porém, sem ameaças, ao contrário, fazia com que os cientistas buscassem ultrapassar os seus próprios limites.

Na década de 50 havia um almanaque juvenil muito interessante que trazia reportagens sobre o que os cientistas da época sonhavam para o futuro. Entre algumas idéias, apareceu um desenho do que eles chamavam de satélite artificial. Em 1957, o União Soviética, lançava um foguete levando um satélite artificial chamado Sputnik, com o objetivo de estudar as ausências de peso e da radiação sobre organismos vivos e as propriedades da superfície terrestre. Ele também transmitia um sinal "beep" para acompanhamento de rádio amador. Era o início da comunicação via satélite, ainda engatinhando, do que temos hoje na televisão, rádio, celulares, smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos, deixando o antigo sistema de telefonia por dezenas de cabos no museu e as antigas telefonistas sem emprego.

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E o que dizer da nanotecnologia? Já se fala em robôs cirúrgicos minúsculos, do tamanho de um grão de arroz, para ser enviado a um ponto doente do corpo humano e combate-lo de perto. Já sabemos que um robô cirurgião menor que um grão de areia, foi desenvolvido para tratar pessoas com doenças como glaucoma, administrando doses exatas de medicamentos em pacientes com esse problema. Foram fabricados microscópios superpotentes, o último deles com uma agulha finíssima, fazendo uma varredura por sonda, que além da visualização nanométrica, permite tocar nos átomos e arrasta-los de um ponto a outro, sendo possível  escrever palavras ou fazer esculturas como se fossem peças de um quebra-cabeça minúsculo que o olho humano não consegue ver.

Analisando tudo isso, chega-se à conclusão que a utopia é saudável e necessária, para que os homens continuem buscando ultrapassar os seus próprios limites tornando o mundo melhor do que é hoje. Na realidade, o que é impossível hoje, não será dentro de alguns segundos, horas, dias, meses e anos. Basta esperar para ver acreditando ou não. Assim sendo, que a utopia possa continuar sendo uma ferramenta especial para o desenvolvimento humano em todas as áreas com liberdades de atuação sem restrições. Por esta razão, viva a utopia!!!    #Inovação #Opinião #Desenvolvimento Tecnológico