Nada é mais surpreendentemente perverso que a história.

Num determinado momento, lá atrás, ela se presta a fazer das suas com algo ou alguém.

Vendo a votação da admissibilidade do Impeachement da Presidente Dilma Vana Rousseff, e diante do que tal aceitação irá provocar num futuro próximo, vem a memória quando, em 1979, chegamos ao multipartidarismo, pois até então o que nos guiava politicamente eram MDB (Movimento Democrático Brasileiro) que era o partido opositor ao Governo Militar e ARENA (Aliança Renovadora Nacional) encarregado de dar sustentação ao Governo Militar, e com o multipartidarismo surgem 5 novos partidos PDS, PDT, PTB, PMDB e...

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É fácil imaginar a migração dos comunistas em pensamento e os movimentos revolucionários para esses novos partidos. E é exatamente nesse momento que em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion em São Paulo, que nasce o PT.

O MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) permanece fiel ao MDB e segue a partir dali no agora PMDB, mas uma boa leva de intelectuais esquerdistas e os demais revolucionários vão se abrigar no denominado Partido dos Trabalhadores, que tinha na sua estrutura 60% de sindicalistas e 40% divididos entre parlamentares e profissionais ligados ao jornalismo e a grupos políticos de extrema esquerda.

O tempo passa e do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) surge o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). O PMDB então inicia a sua fase “Marisco”, se agarrando ao casco de qualquer governo no poder, e nele vivendo o lado bom e o lado mau da politica.

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Seu eleitorado nunca foi suficiente para eleger seus maiores nomes como Ulisses Guimarães e Orestes Quércia para a presidência do Brasil.

O PT também sofria do mesmo problema. Seu eleitorado, e a grande rejeição dos demais eleitores, não permitia a eleição de Lula para a Presidência do Brasil.

A história começa a mostrar sua maquiavelice a partir de 2002, reaproximando PT e PMDB.

Primeiro veladamente em 2002, depois descaradamente a partir de 2006. Em 2010, Michel Temer, presidente do PMDB, sai como Vice na chapa de Dilma, e essa soberana aos poucos vai impondo sua marca de governo. Briga com Eduardo Cunha Presidente da Câmara dos Deputados, briga com Temer. Só não briga com Renan Calheiros presidente do Senado Federal. A marca de Dilma se configura por um desgoverno mergulhado na #Corrupção, na quebra da Petrobras, e culmina com um pedido de impeachment feito por um dos fundadores do PT, o jurista e politico Hélio Bicudo, e os renomados advogados Miguel Reale Júnior, e a jovem advogada Janaína Conceição Paschoal.

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Instalado o processo de admissibilidade do impeachment, votam 511 Deputados federais, já que dois não estavam presentes no plenário, assim votaram: Sim pelo impedimento da presidente: 367, Não 137, e 7 se abstiveram. Por uma perversa ironia, a história está prestes a entregar ao PMDB o destino do país, mas com certeza, nas suas entrelinhas está dizendo para ele: Ai está o que você queria, mas ouça bem, se você errar, eu ponho o povo de novo na rua contra você.Trabalho de Cunha é elogiado e sua vitória está a um passo de acontecerDilma compara oposição a "vizinho" que bota olho gordo na sua casa #Opinião #Petrolão