É incrível como a mudança de tonalidade se faz presente nos discursos da ainda presidente #Dilma Rousseff. No atual momento, ao invés do tom beligerante, Dilma adota o puro coitadismo, ou auto vitimização – e isso ficou evidente no discurso feito pela presidente nesta segunda (18), um dia após a Câmara dos Deputados dar um parecer favorável à continuidade do processo de impeachment.

Em seu pronunciamento, Dilma reafirmou que não havia feito nada de ilegal: “Por isso, me sinto injustiçada, porque aqueles que praticaram atos ilícitos e têm contas no exterior presidem a sessão e conduzem sessões importantes como a do impeachment de um presidente da República", declarou, em referência a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara.

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Eduardo Cunha é réu em um processo? Com certeza, e deve sim ser investigado, e se ao final das investigações sua culpa for confirmada, ser punido com todo o rigor previsto em lei. Mas não se deve ter “bandidos de estimação”: se uma pessoa é culpada por um crime, deve ser condenada, independente de seu partido. Mas o fato de Cunha ter presidido o processo não exime Dilma da justiça que deve ser feita por causa de suas pedaladas fiscais, e que foram sim comprovadas – caso contrário, o Supremo Tribunal Federal teria impedido a continuidade do impeachment. Foram apresentados vários recursos para interromper o processo, e foram todos negados.  

Ditadura e golpe

Em outro trecho, Dilma diz: “No passado, enfrentei por convicção a ditadura. E agora enfrento também um golpe de Estado. Não o golpe tradicional da minha juventude, mas o golpe infelizmente da minha maturidade.

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Um golpe que usa aparência democrática".

Aqui o coitadismo se faz mais evidente ainda. Como é sabido – e parece que Dilma, pelo menos quando se refere a isso, sofre de amnésia seletiva – a presidente fez parte de guerrilhas, e que queriam a implantação não de uma democracia, mas de um regime comunista no Brasil, nos moldes de sua mítica Cuba.  

Segundo a Comissão da Verdade, morreram ou desapareceram 424 pessoas durante a ditadura no Brasil – portanto sim, foram cometidos abusos. Mas esquerdistas se esquecem de comentar que sob o governo socialista de Fidel Castro foram mortos 100 mil cubanos, sendo que 17 mil destes foram sumariamente fuzilados.

Estratégia esquerdista de discurso

Há uma estratégia de discurso muito comum entre os esquerdistas: o uso de argumentos baseados em um sistema de emoções repetitivas, não racional, valendo-se de sentimentos de discriminação, exclusão, de divisão entre “nós e eles”, “pobres e ricos”, e de acusação aos seus opositores de crimes muitas vezes cometidos pelos próprios socialistas.

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As reputações de Dilma e do PT foram criadas em cima da ideia de uma minoria perseguida, papel conquistado com o passar do tempo e executado até hoje com o intuito de causar emoções intensas em quem os ouve. A diferença é que agora Dilma não é mais a perseguida, e sim a perseguidora, que acusa de golpista quem não está de acordo com sua péssima gestão pública.

Impeachment é algo extremo, mas necessário para afastar democraticamente um presidente. Ao falarem em golpe de estado, Dilma e sua trupe não estão fazendo declarações com a intenção de dizerem uma verdade pelo bem da nação, mas sim com um intuito oculto de sempre obterem algum tipo de benefício próprio. Neste caso, a manutenção de seu projeto de governo criminoso.