A liberação da fosfoetanolamina sintética, a chamada “pílula do câncer”, pela presidente #Dilma Rousseff em um momento em que se complica a situação do #Governo é mais uma prova do modo de agir do governo da petista.

Com a liberação, o governo demonstra ser capaz de expor a população ao risco representado por uma droga ainda não testada em humanos apenas para não criar dificuldades à sua tentativa de angariar votos no Legislativo, o poder da República a quem se deve a iniciativa populista, que deveria ser barrada pela presidente na opinião de especialistas e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O oncologista Raphael Kaliks, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, declarou à imprensa que a liberação da droga pode ser uma verdadeira catástrofe.

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Ele disse que não poderá impedir seus pacientes de tomarem a droga, mas também não poderá receitá-la nem indicar a sua posologia.

As declarações do médico sanitarista Jarbas Barbosa, diretor da Anvisa, são ainda mais contundentes. Ele chamou a campanha pela liberação da droga de “Marcha da Insensatez”. Entre os motivos apresentados, destacou que existem padrões para determinar a segurança de medicamentos e que no caso da “pílula do câncer” nenhuma das etapas do processo de aprovação foi realizada.

Para a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que reúne os laboratórios responsáveis pela produção de 82% dos medicamentos a à venda no Brasil, a decisão “legaliza a irresponsabilidade”.

Pessoas fragilizadas

É natural que pacientes queiram tentar tudo para se curarem. Por isso mesmo, trata-se de um grupo de pessoas fragilizadas pela #Doença e que aceitam, sem qualquer elaboração racional, promessas de curas milagrosas.

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Assim, estas pessoas estão mais expostas ao perigo que drogas não testadas podem causar.

Na prática, a liberação da droga coloca na mão de pessoas fragilizadas pela doença a decisão de adotarem um tratamento que pode agravar a sua situação e trazer riscos ainda não mensurados ou de simplesmente ser inócuo contra a doença.

A agora chamada ‘pílula do câncer’ começou a ser produzida e distribuída pelo químico Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, e comenta-se que com a distribuição da droga muitos pacientes que tinham tumores tratáveis deixaram de se submeter aos tratamentos convencionais, com prejuízos à sua saúde.

Mais uma vez o governo e os políticos em geral, sempre tão ativos quando se trata de interferir na vida dos cidadãos por motivos menos graves, omite-se quando deveria fazê-lo.