Depois da defesa da presidente Dilma pelo Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, a Comissão foi aberta para as questões de ordem. Como sempre, os defensores do #Impeachment usaram seu tempo para discursar contra o #Governo, desrespeitando as regras, o que provoca agitação geral.

Logo de início, um oposicionista se referiu à crise atual como a maior crise que este país já viveu. Presume-se que ele seja adolescente e imagine que o Brasil nasceu junto com ele, ou que nunca tenha analisado os números das crises de governos anteriores. Basta uma rápida comparação entre os números com que Fernando Henrique Cardoso entregou o Brasil a Lula e os números de hoje para entendermos que nem de longe esta crise que vivemos é a maior de todos os tempos.

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Se esse parlamentar quiser se pautar apenas em palavras de defensores do impeachment, como ele, pode recorrer às palavras que José Serra disse em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, em março, demonstrando clara ansiedade para assumir algum papel de importância nesse governo. Serra demonstrou, talvez, até ingenuamente nessa entrevista, que essa crise - que oposicionistas querem agigantar para derrubar Dilma -, é até de tranquila superação.  

Em suas considerações preliminares, o deputado Bohn Gass, do PT do RS, lembrou que no tempo de FHC também se atrasava o repasse e isso não era considerado crime de responsabilidade. Como o interromperam várias vezes, em demonstração de total falta de respeito e até de educação, ele afirmou que uma das características do golpismo é não saber ouvir e que, quando os colegas da comissão se negam a escutá-lo, estão reiterando a tese de que são golpistas.

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Há, entre a oposição, os que tentam apelar para uma elementar tentativa de imputar ao PT a fama de violento, e isso se repete a cada sessão e se repetiu hoje. Cada vez que um líder do PT alerta para o inegável fato de que, se o impeachment sem crime de responsabilidade vingar, haverá resposta social a isso, instaurando-se um clima de instabilidade da ordem, alguém entre a oposição grita: "é ameaça? é ameaça?", em clara demonstração de má-fé, em rede nacional. Eles subestimam tremendamente a inteligência dos brasileiros. Em meio a tudo isso, um parlamentar passeia pela comissão como um boneco de corda, exibindo uma capa da Veja, que deveria, há muito, ter sido retirada da lista de referências de qualquer cidadão sério.

Enfim: eles fingem não saber o que é questão de ordem, fingem não saber o que é crime de responsabilidade, fingem não entender que uma má administração não é base para afastamento de presidentes, fingem não entender que nunca nenhum presidente foi afastado por ter praticado pedaladas fiscais.

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Eles querem, a todo custo, transformar o que nunca foi crime em crime, apenas para transformar alguém que não é criminoso em criminoso. Eles tentam transformar uma crise que não chega nem aos pés de crises anteriores na maior crise do Brasil. Eles investem no blábláblá para aproveitar cada minuto que têm para afirmar e reafirmar coisas que sabem que é mentira, apostando na máxima que diz que uma mentira repetida infinitas vezes se transforma em verdade. 

É um alento haver na Comissão, até entre a oposição, para enfrentar esses que negam a democracia em nome de uma causa golpista, alguns parlamentares que têm se mostrado conscientes e que honram o voto dos que os puseram ali. 

Acompanhemos até o fim, mas, sinceramente, haja coração! #Dilma Rousseff