Causou uma estranha e rápida repercussão entre os internautas a notícia sobre o ataque do grupo terrorista Estado Islâmico, que recentemente circulou pelas redes sociais e foi um dos assuntos mais comentados da semana passada.

Publicado em novembro do ano passado, na conta de Twitter de Maxime Hauchard, um francês que foi para Síria em 2013 e juntou-se ao E.I. "Brasil, vocês são nosso próximo alvo" dizia a mensagem, publicada pouco depois do atentado a Paris, que comoveu a comunidade mundial.

Na quarta feira passada, Luiz Alberto Sallaberry, diretor de contraterrorismo da ABIN (Agencia Brasileira de Inteligência) participou no Rio de Janeiro da Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa (LAAD Security) e confirmou a autenticidade da conta, disse ainda que o terrorista Maxime, de 23 anos, também conhecido como Abou Abdallah al-Faransi ou "o Francês", é uma espécie de "garoto propaganda do Estado Islâmico" além de ser considerado integrante do alto escalão o grupo.

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 A mensagem do terrorista no Twitter já tinha sido abordada pela mídia em novembro de 2015, e reapareceu justamente dentro desse contexto político de tensão, no qual a sociedade parece dividir-se em um turbilhão de opiniões contra ou a favor do impeachment, e é nesse clima que surge um nome menos conhecido do que o Estado Islâmico, fala-se agora em "Estado de Defesa".

O Estado de Defesa é uma medida "protetiva", cujo objetivo é restabelecer a ordem, a paz social e que pode ser decretada pelo Chefe do Poder Executivo, nossa então presidente Dilma Rousseff perto de perder esse título. Via de regra, essa medida pode ser decretada pelo período de 30 dias, prorrogáveis por até mais 30 dias e a presidente pode fazê-lo sem necessidade de autorização anterior do congresso, entretanto há a necessidade de ouvir os conselhos da República e da Defesa Nacional, ainda que não precise segui-los, pode ser revogada ou aprovada apenas depois de 24 horas pelo Congresso.

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Durante a vigência do Estado de Defesa alguns direitos podem ser restringidos. Tais como:

a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;  

b) sigilo de correspondência;  

c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;

 Segundo fontes, há a  possibilidade de ser decretado o Estado de Defesa com objetivo de conter as manifestações e evitar o que o governo atual entende como golpe.

Porém, com o reaparecimento das notícias do Estado Islâmico, da mensagem no Twitter, dentro do contexto de um país em crise política e econômica e próximo às olimpíadas, parece emoldurar-se um cenário ainda mais duvidoso, onde cria-se a atuação de um confronto que justifique a decretação do Estado de Defesa, ou estamos aos preparativos para uma fase terrorista no Brasil.

Para quem acha improvável esse cenário, basta lembrar do caso Mendaz, que também é um exemplo de omissão de informações da própria PF. Nesse caso, o alvo era um grupo de estrangeiros ligados ao mais bem estruturado núcleo terrorista descoberto no Brasil, que movimentou cerca de R$50 milhões usando CPFs e CNPJs falsos num esquema de simulação de compra e venda de materiais, a fim de promover a abertura de contas, solicitar cartões, realizar operações de câmbio, remessa e saque de valores no exterior.

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O mais estranho é que a polícia federal classificou o caso como falsificação de documentos ao invés de #Terrorismo, e além disso negou o pedido de extradição de alguns dos envolvidos no esquema, como o egípcio Hesham Eltrabily, que é um terrorista foragido acusado de participar de um atentado, que resultou na morte de 62 pessoas em 1997.

A pergunta que não quer calar: será que julgam que não poderíamos entender os fatos reais? Os motivos pra agir assim ainda são sombrios, alterando a verdade e permitindo a permanência de criminosos internacionais no país, talvez seja para não causar pânico ou seja conivência com terrorismo mesmo. #Crise-de-governo