O aprendizado de jovens e adultos no Brasil, atualmente benquisto por seu número de entidades sociais apresenta, descontados empecilhos e preconceitos, relevante desenvolvimento em comparação a realidades anteriores.

As reflexões sobre o direito à #Educação devidamente possuído por pessoas a partir dos 15 anos (o começo da juventude), que não os usufruiu na idade adequada para fazê-lo deram-se no Brasil a parir da primeira metade do século XX, quando foi lançada a Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos. Embora fracassada e extinta em 1963, esta serviu para minar a discriminação contra trabalhadores "sem estudo", bem como o discurso anterior a ela cujo conteúdo relacionava a pobreza pré-existente a uma condição natural de quem dela pertencia, sendo impossível, portanto, a mudança de status através do pleno e universal domínio do conhecimento.

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Embora mal dados, os primeiros passos da campanha fomentaram, através das críticas a elas proferidas, métodos de ensino inovadores com o passar dos anos, cunhado na LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação- de 1996 e no parecer número 11/00 d Conselho Nacional de Educação. Embora existindo processos superficiais e retrógrados, como a LDB  de 1971 (que limitava a ação do Estado ao ensino de pessoas entre 7 e 14 anos) o Centro de Estudos Supletivos (moldado às necessidades técnicas e industriais do mercado de trabalho, com conteúdo superficial) e o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização, cuja prioridade era a alfabetização sem o pleno domínio da leitura e da escrita) parte da inúmeras consequências da nefanda atuação do Regime Militar, tomando dados do período que compreende da década de 1920 à primeira década do novo milênio, as taxas de analfabetismo vem caindo de forma paulatina, permanecendo em altos índices, no entanto, na região Nordeste.

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A redemocratização trouxe consigo novas metodologias, sintetizadas na EJA e, posteriormente,PROEJA, em que a realidade do educando é a base de seu aprendizado, com ampla formação humana e tecnológica, gerando cidadãos capazes de compreender e intervir na sociedade em que estão inseridos.

É importante ressaltar outrossim, a suprema importância do educador na criação e manutenção de todo o processo. outrora mal remunerado, desenvolvedores de trabalhos ineficientes e incompletos em todas as tentativas anteriores de alfabetizar jovens e adultos, atualmente possuem plena consciência da capacidade transformadora de seu trabalho, convivendo entretanto com problemas capitais do magistério e incompreensões acerca dos alvos e objetivos da Educação de Jovens e Adultos.

Esta fundamenta-se, portanto, na transmissão de conhecimento, de forma a recompor o elo perdido entre o indivíduo e o conhecimento a ele renegado pelas dificuldades da vida. O aprendizado, gestado por um profissional devidamente preparado e remunerado é responsável pela construção de novas alas sociais, capazes de refletir e devidamente alterar o ambiente que habita. #Opinião #Escola