O Brasil passa por um grave momento político, econômico e social. Com uma forte crise financeira se abatendo sobre o país, aumento do índice de desemprego e com uma presidente que não consegue trabalhar, a situação parece fora de controle. Além disso, percebe-se uma polarização acirrada, que está levando as pessoas a desfazerem suas amizades e complicando até os laços familiares.

Num momento em que de cada duas palavras faladas, uma se refere ao processo de impedimento da Presidente da República, é necessário entender o que é dito por quem quer a saída de Dilma do poder e quem não quer. Abaixo você encontra os argumentos dos dois lados, tomara que seja útil para a formação da sua opinião.

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Pró-impeachment

O processo de impedimento da continuidade do mandato da Presidente #Dilma Rousseff (PT) foi aceito na Câmara dos Deputados ainda no dia 2 de dezembro de 2015 pelo Deputado Eduardo Cunha e votado favoravelmente pelos deputados no último dia 17 de abril. O pedido e a denúncia foram protocolados pelo procurador de justiça reformado Hélio Bicudo (um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores - PT), por Miguel Reale Júnior (jurista) e pela advogada Janaína Paschoal. Nesse pedido consta que, de acordo com os denunciantes, a presidente do Brasil teria cometido crime de responsabilidade por conta das famosas pedaladas fiscais realizadas por ela em 2014 e que isso teria facilitado a sua reeleição, sendo assim ela deveria ser impedida de continuar no comando do país.

Contra o Impeachment

Os contrários ao impeachment afirmam que o que está acontecendo no Brasil é um golpe de estado.

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Para eles, Dilma Rousseff não teria cometido crime algum e sua atitude em relação a utilização de dinheiro de bancos estatais para cobrir contas e gastos públicos é prática comum, inclusive utilizadas pelo ex-presidente Lula e FHC. Juristas, advogados, partidários e uma parcela da população não acham justo interromper o mandato de Dilma, até porque ela foi eleita por maioria como determina a lei eleitoral do Brasil e por isso deve terminar o seu mandato.

Fatos e Contradições

Com os ânimos acirrados e o debate aceso, fica difícil saber quem está dizendo a verdade, já que existem muitas verdades num processo tão complicado como esse. O Deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), só teria aceitado a denúncia após ter rompido com o PT devido ao partido não abrir mão da cassação do seu mandato do político, já que ele está envolvido em escândalos de corrupção e é acusado de manter contas secretas na Suíça. Por ser um articulador e estar no maior partido do Brasil, Cunha se mostrou como o pior inimigo possível para o Partido dos Trabalhadores, em especial contra a Presidente Dilma Rousseff.

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Porém outra contradição que não passa despercebida é a lua de mel entre o PT e o PMDB. Tendo Michel Temer como vice na chapa desde o primeiro mandato, a presidente Dilma dividia sua posição com o seu atual inimigo, mas demorou para se dar conta. O PMDB está na vice-presidência da República, na presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, ou seja, não parece existir outra saída para o Brasil a não ser cair nas mãos do PMDB, por bem ou por mal.

Impeachment resolve?

Dentre as várias questões levantadas com o momento atual da política brasileira, uma parece estar dividindo o país: impeachment resolve o problema? - a resposta parece não existir, nem para o sim e nem para o não. O ex-presidente Fernando Collor sofreu impeachment e tempos depois se tornou Senador da República, portanto o sim tem esse viés, porém Dilma Rousseff não tem condições políticas e de governabilidade para continuar a frente do Brasil.

É uma sinuca de bico que ainda vai render muitos cuspes, brigas e desentendimentos, mas quem perde com tudo isso somos todos nós. #Crise-de-governo