São tantos os partidos políticos no Brasil que o eleitor não sabe ao certo em quem votar, digamos que essa didática provoque uma confusão mental, fazendo com que as pessoas não se recordem do que o político do partido prometeu. Quando o político assume o poder, governando de maneira um tanto "esquisita" e fora de contexto com suas promessas mirabolantes na época das propagandas políticas: melhoria da educação, saúde, segurança pública, e outros itens que uma nação precisa para, pelo menos, se manter erguida, vira "conversa para boi dormir".

Na época do Império, quando o Brasil saiu dos contos portugueses "independente", a prática eleitoral surgiu como uma diversão para os coronéis, sistema conhecido como Coronelismo, no século XX.

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O eleitor só precisava preencher um pedaço qualquer de papel, com seu candidato e depositar na urna. Os coronéis se utilizavam de seus empregados para fazer número, entregando a eles um pedaço de papel já preenchido, já que todos eram analfabetos, e eles apenas rabiscavam seus nomes e depositavam nas urnas intenção de voto, ou melhor, a dos coronéis. O detalhe é que, naquela época, analfabeto não podia votar.

Esse sistema ficou tradicionalmente conhecido como controle de poder político por meio do abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública para favorecimento pessoal ou de simpatizantes políticos, ou, como ficou mais conhecido, "Voto de Cabresto".

Com essa lacuna na política da república, surgiu a política dos governadores, que nada mais era do que conchavos entre governadores dos estados e o presidente da República, na base da troca de favores.

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Os governadores não faziam oposição ao #Governo central e ganhavam, em troca deste apoio, liberação de verbas federais. Nos livros de história, dizem que essas práticas foram enfraquecendo, quando o então presidente Getúlio Vargas comandava o Brasil.

No final da era Vargas surgiram os partidos políticos, a União Democrática Nacional (UDN), posteriormente transformada em ARENA, que deu sustentação à ditadura militar. No espectro mais de centro surgiu o Partido Social Democrático (PSD) de base getulista e ruralista. Mais à esquerda, dentro dos limites do capitalismo, criou-se o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de base operária e também getulista.

Depois conhecemos o que esses livros de história nos contam, sobre a ditadura militar, com um crescente de pessoas simpatizantes do comunismo no país.

Parece que não mudou muita coisa de lá para cá. Hoje, nas regiões mais pobres do país, o cabresto parece ainda ser praticado. Não somos novinhos como república, mas o Brasil parece ter uma atração por coronéis, pois esse passado se faz presente até hoje. 

  #Lava Jato #Protestos no Brasil