#Michel Temer é um cacique da política. Permeia os cargos do alto escalão eletivo há muito tempo. Já foi deputado federal por seis mandatos, sendo que, por três oportunidades, fora eleito presidente da Câmara dos Deputados. Ele, até mesmo, atuou junto à Assembleia Constituinte que editou a Constituição de 1988.

Doravante todo este tempo de mandato, teve alguns projetos de lei de sua autoria aprovados e que são significativos para a sociedade, como: lei do combate ao crime organizado, lei da criação de juizados especiais, o Código de Defesa do Consumidor, entre outros. É um baita currículo, não é mesmo? Digno de alguém que mereça a presidência da República, sim.

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Mas o fato é, ele merece?

Neste ponto não quero discutir a legalidade moral de ele assumir após um eventual “impeachment” da atual presidente, Dilma Rousseff. O problema é outro: Temer faz parte destes clássicos políticos que criaram raízes no poder e que, apesar de sempre estarem lá, nunca deram a “cara a bater” para melhorar a condição da sociedade.

Como exemplo, durante todo o tempo que esteve no poder, estouraram dezenas de dezenas de escândalos de corrupção, envolvendo políticos dos mais diferentes partidos. Não quero acusá-lo de se enquadrar neste cenário de corrupção (o Judiciário está aí para isto), mas sim que nunca exerceu a função fiscalizadora que qualquer ocupante de cargo público tem.

Temer sempre se absteve. Nunca foi combativo. Certamente, presenciou inúmeros casos de podridão política.

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Então, por que nunca saiu aos berros evidenciando toda a “roubalheira”? Se fosse assim, seu nome seria lembrado positivamente, e não permeado do temor que assombra a sociedade caso ele venha a assumir o poder.

Como político, portanto, Michel Temer não foi completo. Ele pode ser “ficha-limpa”, pode ter legislado muito bem, mas seu modo de fazer política data o século passado, doravante sua omissão. Quem está em um cargo eletivo deve entender que representa a sociedade e isso não condiz com sua omissão perante atos que vão contra o interesse social. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo