Jamais se imaginou, de fato, ter uma mulher para presidente do nosso enorme país, apesar de tantas brincadeiras. "Molhar a barriga na pia e enxugá-la no fogão" eram as únicas oportunidades de condução dadas às representantes do sexo feminino, oficialmente, até pouco tempo atrás. É bem verdade também que, à época já assistíamos despontar quantitativos mais significativos da pretensão feminina - tão solapada e encarcerada em seus desejos de expansão, em certos aspectos, ao longo das eras - nos espaços políticos. Mas eis que ela surge de forma muito curiosa para uma enorme multidão - pois nunca se ouviu falar de seus feitos a nível nacional, até aquele momento, nem tampouco de sua pessoa, sendo diretamente introduzida ao cenário político nacional, e ali instalando morada.

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Muito se questionou quanto a ser, ou não, capaz de conduzir o Brasil, dada a sua inexperiência. Mas, experiência no quê, se todo brasileiro pode ser um protótipo de político em ascensão, caso saiba simplesmente reivindicar seus direitos? No entanto, conduzir algo nesse meio não é uma simples questão de se ter uma habilitação, exige-se, dentre outras coisas, o conhecimento de técnicas e leis, a capacidade de articulação e boas relações, uma percepção acurada do cenário, e o uso atribuído do poder de decisão para se dar andamento ao ato em si, seja ele qual for. E assim, o crédito lhe foi dado, ainda que nem todos os elementos a compusessem. 

Mas, como todo Adão deve ter sua Eva... para o Brasil, diante do processo eleitoral de 2010, Dilma era o casamento perfeito. Pois o povo quer gente que sente sua dor.

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Contudo, assim como Eva apropriou-se da responsabilidade de sair do Éden,  tornando-se "[conhecedora] do bem e do mal", conduzindo Adão a tomar sua decisão, afinal, Dilma não estaria levando a efeito a necessidade que temos de mover o país, de modo a fazê-lo mais do que já é, em sua maturidade política? É verdade que talvez não tenha pensado em fazê-lo propositalmente. Porém, como epicentro desse furacão, que vem arrastando o país e provocando em alguns casos, destruição após destruição, nem se aperceba disso. Mas e nós?

Não há dúvida, no entanto, quanto há atos ilícitos ocorridos a quatro, setenta e oito e muitas outras mãos ao longo de sua jornada, quer de modo ativo ou passivo. E, neste ponto - sem partidarismo algum -, não se pode negar a existência de muita desinformação orientada na política, visando abrir covas aos vizinhos. Assim como é verdade não se poder ajuizar que ela não soubesse de esquema algum, dada à experiência de um mandato anterior. 

Contudo, em meio a tantos "mortos e feridos", não há como negar que, se o objetivo era o de que nossa maturidade política fosse alcançada para tornar o Brasil um lugar melhor, ela está contribuindo com essa reforma, sendo instrumento para tal, ainda que não  tenha planejado.  #Dilma Rousseff #Comportamento #Reforma política