No atual momento político só se houve falar de golpe e de #Impeachment. Por um lado, os opositores pedindo o afastamento da presidente, do outro lado, os governistas, colocando suas mãos no fogo por lealdade a Dilma. Mas não é somente a câmara dos deputados que está dividida sobre esta questão. O povo brasileiro está tão confuso quanto os indecisos da votação do impeachment.

Em um domingo, assistimos a um “tremendo” manifesto a favor do impeachment, no domingo seguinte, presenciamos a um “imenso” manifesto contra impeachment, em ambos, foi possível notar todas as classes sociais unidas, sejam ricos, pobres, estudantes, trabalhadores, enfim, todos brasileiros que se importam com a política de nosso país.

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Chega-se  a um ponto importante, o fato de, após muito tempo, os brasileiros se incluírem na política de seu país. Por muito tempo, fomos omissos aos assuntos que determinavam o rumo de nossas vidas. Não existia interesse em saber e entender o porquê das decisões tomadas pelo presidente, leis aprovadas pelos deputados e, durante um grande período, o brasileiro não cobrou de seu representante político honestidade com relação ao dinheiro conquistado através do trabalho do povo.

 A grande questão que se deveria estar discutindo, não é somente se o impeachment deve ou não acontecer. E sim, o porquê de se ter ficado, por tanto tempo, longe da política de do país, o porquê de se ter sido tão ausentes nas decisões tomadas pelos representantes políticos, eleitos pelo povo.

A impressão que se passa, quando se assiste às manifestações contra e pró-impeachment é que o brasileiro não está enxergando o momento que está vivendo.

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Em pleno século XXI, estamos próximos a um golpe, disfarçado de impeachment. Se a presidente está ou não correta, cometeu ou não algum crime, não cabe a nós, aos deputados ou aos senadores julgá-la, cabe àqueles que estudaram e se qualificaram para isso, os juízes do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

É notório o golpe que a presidente Dilma Rousseff está recebendo, basta analisar a comissão que vai julgá-la:  já se começa a análise com algo curioso, o deputado que lidera o processo de impeachment, é  Eduardo Cunha, conhecido dos brasileiros, acusado de diversos crimes, dentre eles, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro, algo que se tivesse no currículo de qualquer brasileiro civil, já teria ido para a cadeia, porém, um deputado, presidente da câmara por sinal, jamais seria preso com tanta facilidade, pelo contrário, ao invés de ser preso, Cunha recebeu um presente, comandar o julgamento daquela que fez seus crimes vir à tona.

Outro ponto importante da análise: dos 38 deputados que votaram a favor do prosseguimento do processo de impeachment, 27 têm processos em andamento por crimes como, lavagem de dinheiro, envolvimento no processo da Petrobras, sonegação de impostos, entre muitos outros, possíveis de encontrar na ficha particular de cada um deles.

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Então, fica a pergunta: é possível um julgamento leal e justo, comandado por um criminoso, protagonizado por réus do supremo? #Dilma Rousseff #Crise-de-governo