Quando as caravelas portuguesas desembarcaram aqui no Brasil, se depararam com terras magníficas, rodeadas de belezas e mistérios. Logo viram os índios, povos que habitavam dignamente estas terras. E foi aí que começou a nossa história, primeiro os portugueses chegaram depois os escravos negros foram trazidos ao nosso país. Índios, negros, portugueses, e logo depois outros povos vieram atrás das riquezas que aqui existiam. É justamente a mistura desses povos, dessas etnias, que nos faz ser o que somos hoje, somos um povo miscigenado, um povo que, mesmo depois de tanta luta, de tanto sofrimento, não desiste de lutar pelos seus ideais. 

A luta do índio por suas terras, a luta do negro pela sua liberdade, pelo respeito como ser humano, é a mesma luta que a maioria de nós, ainda tem hoje.

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Certo que evoluímos, mas em determinadas questões é como se ainda vivêssemos no período colonial. Onde convivemos diariamente com o preconceito, com as imposições de determinadas crenças e valores. O negro ainda sofre devido à ignorância de determinadas pessoas em achar que eles são inferiores, bandidos, baderneiros, só pela questão da cor. Os índios ainda sofrem pela utilização indevida de terras que seriam deles. Será que evoluímos tanto assim? Ou a evolução em determinados meios só serve para mascarar nosso pensamento colonial? Todos os dias milhões de negros e pardos sofrem preconceito no Brasil, ou morrem sendo vítimas de injustiças. Como uma nação multicultural, como conhecedores da nossa história, e de tudo que passamos para hoje chegar aonde chegamos, deveríamos ser mais conscientes, humanos, e menos racistas.

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Mas, infelizmente, ainda há uma negação muito grande da parte dessas pessoas que veem o outro, ou a cultura alheia com indiferença, é triste dizer, mas o etnocentrismo é uma grande realidade nossa.

Encravando na questão do preconceito racial, e usando a tecnologia como nossa aliada, vemos as redes sociais como grandes dissipadoras de informações, diversas manifestações contra o racismo e em solidariedade a pessoas que sofreram racismo, são postas em rede. Mas o interessante é que ainda assim somos racistas, pois temos uma comoção seletiva. Usando o exemplo de famosos que já sofreram publicamente ofensas racistas, vemos milhares de pessoas apoiando e defendendo a imagem deles, mas o mesmo não acontece com um gari negro, gay ou pardo, que sofre esse mesmo tipo de preconceito. Temos que parar de querer ser o que não somos, e agir a favor da nossa cultura, pois somos todos negros, pardos, índios, brancos, somos a mistura, a cultura, somos todos brasileiros. #Opinião #Blasting News Brasil #A Fazenda 2015