Nos últimos tempos, temos nos deparado com uma crise até então não presenciada nos livros de história do pós-golpe militar de 1964, da existência de um terceiro turno nas eleições de 2014 no país, da má administração do poder público, da ingerência econômica crescente e da paralisação de uma das maiores economias mundiais em função de briga por e pelo poder. De um lado o governo tenta manter-se de pé, mesmo sem saber quais caminhos deve seguir e trilhar, e do outro um grupo que governou durante anos e não trabalhou para diminuir as disparidades sociais procura corromper a Constituição e retomar à força, à ferro e fogo na Câmara, a regência da nação.

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Muito tem preocupado tal situação, pois não se vê um afligimento legítimo dos dois lados com a população que geme chorando num vale tenebroso de lágrimas de incertezas, cobrança demasiadas de impostos, desvio de dinheiro, aumento dos índices de violência e o crescente adoecimento e morte da população por zika-dengue-h1n1-AIDS e mais.

Mas o que podemos esperar de um povo que se omite de suas obrigações e de seus direitos constitucionais? Basta para isso reparar nos índices de anulação e abstenção de votos na eleição passada. E mais ainda, não vimos até hoje, mais que 10 milhões de pessoas nas ruas exigindo que seus direitos fossem garantidos, independente de que lado se está. O que acontece hoje parece não incomodar os 54 milhões de votos de esquerda, nem os 51 milhões de direita e muito menos aos avassaladores 14 milhões de eleitores que deixaram de ir às urnas na última 

Sabe-se que direita e esquerda hoje aparentam ser os dois lados de uma mesma moeda, já sem valor e crédito, envoltos em escândalos, inabilidade gerencial e presença forte de interesses escusos na política.

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Mas o que incomoda é a ausência do povo, da ausência de manifestações de magnitude tal que provoque reflexão mais abstrata no meio político. Não de coxinhas batedor de panelas de plantão que dá créditos ao JN, mais interessados nos próprios direitos do que nos direitos da nação. E muito menos aos leões de chácara dos movimentos sociais que cegamente defendem nossa dileta e perdida presidente, sem burilar em seu íntimo o momento de convulsão social que toda a nação passa e não somente eles.

Ricos ou pobres, estamos sujeitos às mesmas mazelas, de blindado nas ruas ou de carro popular, uma ora temos que sair de nossas fortalezas e do mundo ilusório e acordar para a vida. Uma bala perdida não escolhe lado, um mosquito não vê no íntimo aquele que ele pica. Mas nós brasileiros vemos o que se passa ao nosso redor e nada fazemos. Será que vamos deixar as coisas como estão? É chegada a hora de levantarmos de nossas poltronas, sairmos de nossas casas e mostrarmos que os modelos atuais de ingerência política não nos agradam, que direita e esquerda nos incomodam, que já atingimos nosso limite e tolerância, de passividade, de omissão.

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Por maiores que sejam os problemas, não podemos cerrar os olhos mais uma vez e deixar que pouco mais de 500 políticos decidam a vida de milhões de pessoas. Eles não vivem nossas vidas, não conhecem verdadeiramente nossa história e se a conhecem não a consideram no instante que fazem conchavos, acordos imorais, se apropriam de nossa riqueza que à nós nunca foi devolvida em sua totalidade.

Vamos à luta, não com armas, mas com nossa indignação, não vestidos de preto ou de verde e amarelo, vamos de cara limpa como nosso cotidiano, com nossa lida e com o pouco de esperança que nos resta em busca de um país que sempre considera o futuro próspero que até hoje não foi alcançado. Juntos somos fortes, juntos somos não apenas um povo, mas uma bela nação! Não ao golpe, não à ingerência e inabilidade do chefe supremo de nossa país! Cadeia para os corruptos, sejam eles quem quer que sejam! #Comunicação #Dilma Rousseff #Comportamento