Em 1992, uma geração de caras pintadas saiu às ruas para gritar por mudanças. Eles queriam mudanças na política, na economia, na educação, na saúde, etc. Queriam um país livre da corrupção que destrói os sonhos de uma sociedade que acaba sempre sendo um país do futuro, menos do presente. Esta geração pensou ter conseguido tudo isso. O governo, de então, foi derrubado, corruptos foram presos e a nação pareceu ter entrado num rumo que só ia para cima e para o alto.

O tempo passou, governos vieram e se foram, aquela geração também passou. O que não passou foi a corrupção, a fraude e a desconsideração para com o povo deste país.

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Hoje, ao olhar para trás e vermos a crise de 92, comparando ela com o que estamos vivendo hoje, aquela parece brincadeira de criança.

O Governo Dilma Rousseff se perdeu e, ao que parece, não mais conseguirá achar o rumo de volta. Sem o apoio de seus principais aliados, se tornou um governo de alienados. Enquanto a população sofre com uma crise financeira sem precedentes e sem tamanho, os políticos de nosso país parecem ignorar a situação da nação. A votação do impeachment, no domingo, 17 de abril, mostrou uma classe política que pouco se importa com a nação chamada Brasil. Como um circo, onde o palhaço é o cidadão, eles riam e brincavam e nós, homens e mulheres, que formamos este país, continuamos a pagar, por assim dizer, “o pato”.

Hoje, já somos mais de dez milhões de desempregados no Brasil.

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Chefes de famílias que têm que se "virar nos 30", para colocar a comida na mesa. Aqueles que têm, ainda, os seus empregos, lutam para mantê-los, com aquela sensação de que, a qualquer momento, poderão fazer parte da indesejada fila que cresce a cada dia neste país.

Será que hoje podemos sonhar com um futuro melhor? Será que o brasileiro pode ter esperança em sua vida? O que fazer diante de uma situação tão catastrófica como a que estamos vivendo?

Parece não haver mais no que acreditar. Parece que o brasileiro não pode mais sonhar. O que nos resta então? Sobra, para nós, termos fé. Fé que poderá haver uma mudança de pensamento, de caráter, por parte daqueles que administram esta nação. Não desista meu Brasil. Continue a lutar e, se necessário for, que ao invés da cara, pintemos o corpo inteiro. #Dilma Rousseff #Crise econômica #Crise no Brasil