Neste 17 de abril, abrir-se-á, no Congresso Nacional, a votação pelo impedimento da presidente #Dilma Rousseff, usando de argumento as pedaladas fiscais cometidas pela presidente. Algo que foi cometido por outros 16 governadores e, também, por ex-presidentes da República, como Lula e FHC.

O processo de #Impeachment foi aberto pelo atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também é réu no STF, investigado pala Lava Jato, beneficiado por propinas da Odebrecht, proprietário de empresas Offshores, além de ser acusado de lavar dinheiro na igreja Assembleia de Deus. Outro forte aliado de Cunha e do impeachment é o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), outro político que se tornou réu no STF, acusado de crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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É interessante notar que Dilma Rousseff não é acusada de nenhum crime de responsabilidade fiscal. Já aqueles que se colocam como paladinos da moral e que afirmam que derrubarão este “governo corrupto” de Dilma, a cada dia que passa, mais sujeiras são expostas. Mas o cinismo dos opositores não para por aí.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fora citado quatro vezes em delações premiadas, sendo acusado de receber propina da estatal de Furnas, que em sua lista de beneficiados traz nomes como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), senador José Serra (PSDB-SP) e o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB-SP), este último tendo seu governo envolvido em escândalos, como o esquema de corrupção em torno da merenda escolar, além do cartel dos trens, que envolve nomes de outros tucanos paulistas.

Criticar o governo Dilma é legítimo, mas chamá-la de corrupta e permitir que políticos como estes assumam a vanguarda de um processo de impeachment, é entregar o país aos ratos.

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Não podemos aceitar manifestações seletivas, não se pode calar diante de uma tentativa de golpe, principalmente quando o golpe parte de homens com um grande histórico de #Corrupção.

Se a Dilma cair, ocuparemos as ruas pedindo a queda de Temer, Aécio, Cunha, Bolsonaro e outros personagens políticos envolvidos em corrupção, ou apenas nos calaremos, porque nosso combate à corrupção é seletivo?