A oposição quer tornar concretas as propostas conservadoras nos costumes e liberais na economia? Neste sentido, não há motivos para preocupação. O governo Dilma não se esquivou da cartilha do PSDB e não conseguiu levar adiante as proposições mais relevantes dos esquerdistas, seja qual for a esfera de atuação.

Evidente que a ambição da oposição não é o direitismo puro-sangue. Aécio e FHC se proclamam de esquerda; o PMDB não ousaria reverter as conquistas sociais obtidas sob mandatos petistas (não a curto prazo), mesmo se tratando de evoluções estigmatizadas por detratores do atual governo e desqualificadas pelo delírio elitista.

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Ética? Enquanto a oposição tiver seus principais expoentes implicados em investigações policiais e denúncias do Ministério Público, não haverá saldo moral a justificar a manjada “bandeira da honestidade” que os fisiologistas revoltos fingem abraçar. Quem confiaria a #Michel Temer e Aécio Neves o papel de fiador da decência nacional?

O PT foi bombardeado por elaborar um projeto de poder, não de governo. Assumindo o leme, petistas adotaram políticas condescendentes, flácidas no trato com os vícios que a esquerda sempre atacou. E, agora, é a vez da oposição valer-se da tática da ascensão a qualquer custo, num vácuo de projetos para o país que caracteriza o jogo partidário brasileiro.

Veio a #Crise. O PSDB e seus asseclas catalisaram a impopularidade da chefe do Executivo, conduzindo a insatisfação popular à histeria, distorcendo instituições e chafurdando em "juridiquês" mal-ajambrado para maquiar ambições.

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Contudo, enquanto estivermos sob este regime presidencialista, não é a impopularidade o fator determinante para apear do cargo uma presidente constitucionalmente eleita. Também não o são os jogos partidários e vinganças arquitetadas por congressistas ressentidos com o fim do direito assegurado à impunidade da propina. Blogueiros e colunistas ostentando inconformismo seletivo pintam e formulam a tragédia enquanto se gabam da condição de “trabalhadores”; sustentados, incentivados por barões midiáticos e louvados por brucutus simpáticos ao conservadorismo mais tacanho, criticam o “despreparo da esquerda” enquanto apoiam o mais estúpido dos revoltosos oportunistas, desses que aderem a passeatas envergando a camiseta da CBF. O importante é fazer o que já esculhambaram: “estar contra tudo o que está aí” (isso não era mote para comunista iletrado, direitões?).

O PMDB do Temer – afinal, temos muitos MDB´s - não quer implantar seu “plano de país”: quer a cadeira presidencial pra impor um pouco mais do mesmo sem o lulopetismo requerendo participação.

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Alardeia-se que o governo não tem legitimidade. Quais práticas se supõem aptas a suplantá-lo? Aquelas propostas por Bolsonaro e Aécio Neves? DEM? Paulinho da Força? Aquele patético satélite tucano, o PPS?

A oposição, já comprometida com procedimentos que aponta como vícios exclusivos do governo em exercício, rememora todos os ranços e entulhos da Casa Grande para empolgar um processo judicial e político que, ao pé da letra, também a conduziria à cadeia. Investe na mágoa, no anseio de protagonismo de quem não acha suficiente apenas mandar. Tem de oprimir com a tranquilidade e a impunidade que sempre lhe foram garantidas. #Dilma Rousseff