Como bem o disse Michéli Fitoussi, Helena Rubinstein é tida como a mulher que inventou a beleza. A partir daí é possível criar uma fantástica fantasia ao se imaginar em uma sala ampla, agradável, um caramanchão construído como área de lazer. Neste local estariam sentadas, tomando o chá das cinco, você e uma das rainhas da beleza em todos os tempos. O que será que ela lhe diria, em tempos tão turbulentos quanto os atuais, 51 anos após a sua morte?

Assim falaria Helena Rubinstein

O que ela falaria a caracteriza como uma mulher à frente de seu tempo e que se vivesse na atualidade estaria plenamente inserida no contexto social contemporâneo.

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Tudo o que ela falou ainda se apresenta como hábito feminino, até os dias atuais. A indústria de cosméticos replica as suas fórmulas e os seus conselhos.

Certamente ela lhe indicaria, por entre sorrisos e sem salamaleques os segredos do creme facial caseiro inventado por sua mãe, cuja composição não será revelada por ser o segredo a alma do negócio, mas certamente lhe daria um pote retirado do meio das sobras de seu vestido, com os conselhos necessários.

Ela também lhe diria com um ar de cumplicidade que as mulheres, têm nos cosméticos, a arma mais potente para derrubar as resistências masculinas. Ela pode ocultar as marcas do tempo. Com um ar cúmplice ela lhe diria que o primeiro produto que criou veio da arte de um homem de Cracóvia que recriou o “Créme de Valaze”, um produto à base de lanolina que foi quem abriu as portas do sucesso para esta ousada mulher, para a época em que viveu.

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Se você mostrasse certo ar de incredulidade ela certamente sorriria e lhe contaria algum segredo de alcova de uma das muitas princesas e rainhas que utilizavam os seus cremes. Parafraseando bordão conhecido e popular seria possível dizer que nove entre cada dez rainhas contemporâneas de Helena, utilizavam os cremes que ela criava.

Dentro da intimidade do encontro (lembre que quem cria um sonho e nele se insere, pode fazer qualquer coisa que deseja, assim não se intimide e solte a imaginação) quem sabe ela lhe contaria alguma aventura. Seus cremes faciais tinham um efeito restaurador e suavizador. Feche os olhos quando ela lhe contar sobre o primeiro instituto de beleza do mundo que ela abriu em 1902 na distante cidade australiana de Melbourne. Para ela não existia mulher feia. A primeira pessoa, não médica, a associar a dermatologia e a cosmética, que hoje desfilam de braços dados pelas passarelas. Certamente ela repetiria para você seu conselho: “toda a mulher pode ser bonita. Bastam 15 minutos diários e cinco dólares ao ano em creme facial”.

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Imediatamente após um sorriso se abriria brejeiro em sua face. Na evolução de seus trabalhos esta mulher criou cremes que combatiam as rugas, eliminavam ou diminuíam o efeito dos ventos e do sol sobre a pele.

O tempo transcorreria célere e em um abrir e fechar de olhos, uma batida mais forte na porta a retiraria de seus devaneios. Seria sua filha mais nova, lhe avisando que estava na hora de ir ao seu salão de beleza, tirar aquelas olheiras de noites mal dormidas. Ainda com ar de sonhadora você levantaria de sua cadeira, pegaria sua bolsa e solícita, rumaria para o salão de beleza, o clube da luluzinha, de onde você certamente sairá com a pele sedosa. Neste momento irá lembrar do sorriso matreiro de Helena, quando lhe dizia que é fácil enganar um homem, mas com a ajuda de um cosmético, as coisas podem se tornar muito mais fáceis. #Moda #Dicas