O empreendedorismo, apesar de não ser um caminho fácil de se seguir, pode ser uma forma de se realizar profissionalmente, criando projetos próprios, podendo mudar um pouco do mundo, fazendo o que gosta. Camila Archutti é uma moça de 23 anos que resolveu ingressar no mundo do empreendedorismo e no mundo dos bloggers para dar voz às mulheres e meninas, além de contar para mundo as suas histórias.

Camila é uma das líderes do movimento por igualdade de gênero no mercado de TI e seu blog, Mulheres na Computação, se tornou a maior referência em português que aborda o gap de gênero na tecnologia. Ele foi criado em seu primeiro dia de aula na faculdade e é um espaço para se discutir, incentivar e difundir temas relacionados à tecnologia e ao empreendedorismo, sob a visão de mulheres, como diz em seu próprio blog.

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Em entrevista realizada para a elaboração desse artigo, Camila conta como ingressou nessa área do empreendedorismo: tirando as ideias do papel. "Comecei fazendo freela e quando vi já não conseguia me descolar dessa realidade de inovação que me move". Camila estagiou no Google na Califórnia e trabalhou para a Iridescent Learning, ONG americana de educação a distância do movimento maker, e, ao falar sobre a perspectiva que tem sobre o empreendedorismo no exterior, conta que lá a discussão está bem mais avançada, que já estão discutindo o como, enquanto aqui no Brasil ainda se tem que explicar o porquê. Após passar esse tempo no exterior, Camila mudou. "Pra mim as duas principais mudanças foram a minha relação com o erro e a colaboração. Lá a falha é valorizada, é considerada uma escola, ninguém tem medo ou vergonha.

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Além disso todos entendem que podem colaborar uns com os outros por um fim melhor, sabe?!" Para Archutti, a crise atual que passa no Brasil, é uma oportunidade para que não só mulheres, mas todos, ingressem no ramo do empreendedorismo.

Sobre o cenário machista, Camila conta que basta ler os fatos de forma correta para achar uma situação em que mulheres sofrem com o machismo. Para ela, o jeito para lidar com isso, é escancarar o fato, o que não é algo fácil, mas que pode ser uma boa maneira de começar a discussão e as mudanças. 

Archutti conta que o mais desafiador em empreender o seu próprio negócio foi envolver outras pessoas, porque há uma grande responsabilidade que tem com cada uma que trabalha com ela. 

Camila, também sócia-fundadora da Ponte21, uma consultoria de inovação e tecnologia que promove a conexão da tecnologia com as pessoas, ajudou a trazer para o Brasil o Technovation Challenge Brasil, um desafio de empreendedorismo e programação só para meninas, que transforma meninas em mulheres de negócio que descobrem que podem ser quem quiserem.

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Ao falar sobre sua experiências com outras mulheres na área da tecnologia, ela disse ter sido incrível e que foi muito motivada por elas, principalmente as que começaram tudo,  como a Ada Lovelace, Graça Hopper, Heddy Lammar e Stephanie Steve que desbravaram um mundo. "Foram mulheres muito fortes".

Baseada na sua experiência, Camila diz para aqueles que sonham em entrar no empreendedorismo, que se esperar o momento ideal, nunca vai mudar o mundo. "Nunca vai se fácil, então aproveita que está difícil pra todo mundo e que as pessoas precisam de mudanças". Atualmente com tudo o que conquistou, Camila se sente empoderada e cada nova conquista traz à ela mais força para continuar.  #Opinião #Comportamento #Desenvolvimento Tecnológico