Desde o ano passado, professores e alunos estão unidos para combater retrocessos na área da #Educação pública. Tivemos, desde então, greves pelos estados de São Paulo, Paraná, Pará, Santa Catarina, Pernambuco, Goiás, Acre, Roraima, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, além de ocupações de escolas contra a reorganização escolar, no estado de São Paulo, e contra a terceirização e militarização das escolas, no estado de Goiás.

Neste ano a luta continua. Professores do Rio de Janeiro já deflagraram greve e escolas cariocas também estão sendo ocupadas. Em São Paulo, ETECs, escolas públicas e Diretorias de Ensino também estão sendo ocupadas.

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Mas o que vemos, desde o ano passado, é uma tentativa da grande mídia em desqualificar os movimentos grevistas e secundaristas. O que se pode presumir de tal atitude é que buscam manter a população em ignorância, manipulando que as manifestações são jogos partidários, incitando o repúdio da população.

Porém, o que de fato está ocorrendo nas escolas públicas pelo Brasil? Atualmente, em Alagoas, foi aprovada uma lei que censura o professor. Nem mesmo os deputados que votaram favorável souberam explicá-la. Mas, de maneira resumida, a lei proíbe que professores “doutrinem” os alunos e “incentivem-os” a participar de manifestações. Muitas pessoas podem achar interessante essa lei, porém, sabendo que não existe imparcialidade, infelizmente sabemos que serão censuradas apenas ideologias subversivas e críticas.

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Como podemos chegar a essa conclusão? Pelo fato de muitas escolas orarem o “Pai Nosso”, ignorando a laicidade do Estado, mesmo sendo ilegal.

Enquanto em alguns estados brasileiros o “AI-5” da educação chega com força, em outros, o debate em torno da terceirização é forte. Atualmente, estamos tendo um crescimento de grupos ditos “liberais” que defendem, além da privatização de estatais, a privatização ou terceirização da educação pública. Esse discurso vem ganhando apoio de alguns setores da sociedade (que veem uma oportunidade de lucrar com isso) e com a lei da terceirização, que provavelmente fluirá com mais velocidade após o impeachment da Dilma, a terceirização de professores será um fato.

Como se vê, alguns “calam” professores, outros “terceirizam”, mas os ataques não se resumem a isso. A profissão do professor está extremamente desvalorizada. Poucos são os estados que pagam o piso salarial, menos ainda são os governos estaduais ou municipais que obedecem a lei da carga horária.

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Os professores não lutam por regalias, eles lutam para que seja cumprido aquilo que já está escrito em lei.

As salas de aula se encontram sucateadas e superlotadas. Profissionais sem licenciatura estão assumindo salas de aula e hoje, usando de exemplo estado de São Paulo, temos muitos profissionais de outras áreas dando aulas. Chegamos a um ponto em que um bacharel em direito dá aula de história, filosofia e sociologia, um jornalista ministra aulas de português, um administrador ministra aulas de inglês, filosofia e matemática. Estão parando de cobrar formação para ser professor. Qualquer trabalhador de outra área pode assumir uma matéria. Você, cidadão, vai deixar isso acontecer? Vai permitir a terceirização? Vai permitir o fim da liberdade de expressão? Vai permitir uma péssima educação a seus filhos, com professores que não são professores e classes superlotadas? Vai permitir que direitos trabalhistas dos professores não sejam cumpridos? A educação pede socorro! #Manifestação #Dentro da política