AVISO: tudo que você lerá remete ao máximo de abstenção que uma pessoa pode e se esforça para ter; que se soma às técnicas de semiótica presentes no curso de jornalismo. (OBS: *O orgulho e arrogância que disponho foram deixados em casa, no silêncio do armário felpudo - e aqui escreve uma aspirante à jornalista que sabe, estudou, comprovou, ouviu, repetiu, e viu que a imparcialidade é inexistente. Mas que tenta alcançar o mais próximo dela, dia após dia.)

Este texto não tem como objetivo avaliar se algo é certo ou errado, mas contextualizar as manifestações atuais. Não é necessário ficar mais de 10 minutos nos atos políticos atuais para entender o que se passava no meio das manifestações pró e contra o #Impeachment da, até então, presidente #Dilma Rousseff.

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A "Esquerda" e a "Direita" vivem um debate infindável, desde que nos conhecemos como país. A Direita se julga erudita, detentora de poder, clássica e vital à "sã" economia de um país; já a Esquerda se vê como popular, detentora de razão, representante de um povo e/ou minoria, além de vital proteção aos direitos dos trabalhadores.Em suma: o que se viu na Esplanada, ao longo desta quarta feira (8), foram movimentos que mais batiam na democracia que quaisquer outras ações já feitas. A cordialidade se rompeu, e a educação foi deixada de lado - ambos movimentos gritavam, mesmo separados por um muro que frequentemente é comparado ao de Berlim, um para o outro, o que disparou a truculência policial.

Jornalistas corriam de um lado para o outro - atrás da polícia (onde perguntaram, diversas vezes, se eram da Tropa de Choque e sempre recebiam um sonoro "não" como resposta - mas não era o que se via no uniforme), na frente, do lado, perto das pernas de um manifestante, desviando dos objetos arremessados...

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O brasileiro vê a necessidade de segregação, e simplesmente a tem atrelada ao peito - carregando o estrago consigo, aonde quer que vá.

Em meio às palavras de ordem, os representantes pró-governo tentavam evitar que indivíduos com camisa da CUT arremessassem objetos aos policiais, alvoroçados.

Truculentos, revidavam e, do outro lado da grade, manifestantes compravam salgadinhos, água, camisas, tiram selfies e tentam saber o porquê de tantos gritos além do muro - já seus representantes, no trio elétrico e frequentemente alternando a playlist, se aproveitavam da situação para enaltecer o próprio movimento.Quando o mundo ficou tão (mais) desumano, onde não se preocupa com mulheres que saem em macas hospitalares, repentinamente?Alguns jornalistas e cidadãos afirmam que a política brasileira virou o novo futebol - não é preciso pesquisar muito para encontrar relatos onde se perguntam "a que custo?". Nosso país é, ou se tornou, uma grande sexta série.

Em alguns casos, nem isso - a própria segregação de movimentos, dentro dos que compunham o pró-governo, prova isso. A necessidade de se sentir vitorioso e receber toda a atenção, sozinho, supera quaisquer eventuais diálogos entre as partes.

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No final, crianças com uma média de doze anos conseguem ter um debate, em sala de aula, muito mais organizado que nossos próprios políticos ou adultos que se dizem politizados.

Antes de mais nada, leia um pouco sobre: #Corrupção