Agora, com os #Jogos olímpicos batendo à porta, o esporte conta, não é? Até o ministério a ele reservado, considerado mais uma pasta de moeda de troca devido a sua inoperância, tem status de relevante, no mais que provável governo Temer. 

O fatídico ano olímpico, minimizado pelo monstro de nome 'crise' (falando sério, enfrentamento à crise deveria ser matéria escolar) não ajudou em quase nada os atletas brasileiros, esquecidos, humilhados e desmotivados, a encontrar um mínimo de alento para os males que há muito lhes alijam.

Se por acaso você descobrir em si algum talento para alguma coisa, antes de iniciar a guerra que deverá travar para viver disso, faz como a Suzana Herculano-Houzel (a neurocientista que deixou o Brasil por falta de incentivo e, com toda a razão, esteja onde estiver, fará mais pela ciência brasileira em qualquer outro lugar do que aqui) recomendou, diante de incentivos que o governo tem obrigação de fazer e não faz: senta e chora.

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Isso porque p, nos primeiros anos, você se encontrará sozinho, mais um entre tantos outros que tentam as mesmas oportunidades e, da mesma forma, não conseguem.

Sim, é muito chato ficar sempre falando de outros países quando se trata dos problemas de nosso Brasil Varonil. Mas não dá para controlar a vontade de  comparar com um exemplo onde as coisas são melhores: nos Estados Unidos, qualquer atleta que seja é logo descoberto na escola. Através de seu esporte, conseguem uma bolsa nas Universidades, e de lá seguirão para as ligas oficiais. Enquanto aqui, o jeito é fazer qualquer coisa para encontrar um lugar ao sol. O que demora, a menos que o atleta tenha um golpe de sorte. E a sorte não é para todos.

Se você alcança vitória e está em alguma delegação importante, cuidado nos ambientes de trabalho.

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Já dois ciclistas profissionais foram atropelados enquanto treinavam. Outro, não letal mas também enormemente ultrajante: nadar numa Baía poluída, como a de Guanabara, na cidade maravilhosa, é no mínimo vergonhoso. No mínimo.

Mas agora o esporte conta. Com a Olimpíada à porta, nosso atletas, que só eles sabem o que passaram, brilharão mais do que os metais das medalhas que receberão. Entretanto, quando a Olimpíada passar, tudo continuará na mesma: exigir-se-á resultados sem investir no mais básico: o jovem que descobre um talento para o esporte, mas não tem como levá-lo adiante. #Opinião #Rio2016