Já há algum tempo vem-se denunciando a prática da doutrinação política nas escolas brasileiras e, por doutrinação política, deve-se entender, ideologia comunista. Esse fato, de fato, não é surpreendente, é parte do jogo político e somos, novamente, protagonistas dessa anomalia.

O debate do que é e o que não é doutrinação política partidária, já há alguns anos vem se arrastando. De um lado, professores, com tendência esquerdista, dizendo que não há qualquer imposição ideológica nas escolas, do outro, professores com tendência direitista, insistindo na tese de uma imposição doutrinária nas escolas. Nesse debate, surge a declaração da professora Ana Caroline Campagnolo, da rede pública de Santa Catarina, denunciando, de forma clara, a doutrinação política nas escolas de seu estado.

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Ora, o que a professora apresentou à sociedade brasileira foi um projeto comunista amalgamado à proposta curricular do ensino público, que tinha por objetivo a ascensão das forças de centro-esquerda calcada no pensamento de Gramsci, como síntese do marxismo, sendo os professores, as peças fundamentais na disseminação e orientação dessa doutrina. A repercussão de sua denúncia atraiu muitas outras e o volume proporcionou a realização de uma audiência pública no dia 24 de março de 2015, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, para discutir a questão.

Ao fim das discussões, concluiu-se que existe, sim, uma contaminação de pensamentos, de ordem ideológica, política e religiosa em todos os ciclos da educação brasileira e ficou disposto que essa era uma questão preocupante e conflitos dessa natureza, devem, de forma contundente, provocar os órgãos responsáveis.

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Uma das medidas tomadas nessa audiência foi a apresentação do Projeto de Lei 867/15, que inclui entre as diretrizes e bases da educação brasileira, o programa "Escola sem Partido”. O texto prevê a adoção de medidas para prevenir a prática da política de doutrinação ideológica nas escolas, desse modo, e de certa maneira, retornando à família, o direito de educar seus filhos de acordo com suas próprias orientações, tradições e convicções.

A respeito do pensamento de Gramsci, que citamos acima, vale lembrar que ele acreditava que se o comunismo alcançasse a consciência humana, campos de trabalho e assassinatos em massa seriam desnecessários. Portanto, o domínio da grande massa deveria ser a partir do controle dos órgãos de cultura, como igrejas, escolas, jornais, revistas, literatura, música, artes visuais e, hoje, diria, pelos meios eletrônicos. Ainda, segundo Gramsci, em se conquistando a hegemonia “cultural", o comunismo pode controlar as fontes mais profundas do pensamento humano e, assim, não seria preciso se preocupar em controlar a informação, na medida em que já controla as mentes que assimilam a informação.

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O que acabamos de dizer denota a recorrência do avanço comunista no Brasil e foi esse avanço que motivou em 64, a tomada do poder pelos militares com apoio dos EUA,  com objetivo de estancá-lo e agora, a tomada do poder pelo parlamento com aval do judiciário, também apoiado pelos americanos, com o mesmo objetivo. Agora, por ser uma denúncia tardia, é bem possível que haja uma geração de jovens com inclinações comunistas, sem que sequer, seus pais desconfiem, e é essa geração que, daqui há alguns anos, pode, de novo, repetir a história. #Dilma Rousseff #Polícia Federal #Crise-de-governo