Um mar de gente se reuniu nesta sexta, 13, na Cinelândia, no centro do Rio, para protestar contra o presidente em exercício Michel Temer e contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff. Nem a chuva, famosa por assustar os cariocas, foi suficiente para dissuadir a multidão convocada pelas frentes sociais Povo Sem Medo e Brasil Popular. 

Os organizadores iniciaram o ato por volta das 18h00 anunciando 5 mil pessoas, porém em pouco tempo o número de manifestantes cresceu. Por volta das 20h00, quando já não havia ameaça de garoa, um novo número foi anunciado: 15 mil pessoas. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público.

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Os oradores, todos líderes de movimentos sociais, convocaram o povo a apoiar as chamadas “reformas estruturais” como agrária, da mídia, do sistema financeiro, dentre outras. E puxaram palavras de ordem remetendo ao não reconhecimento da legitimidade do governo de Temer.

Deputados da oposição participam do primeiro grande ato contra o governo Temer no Rio

Estiveram na #Manifestação os deputados federais Chico Alencar (PSOL), Jean Wyllys (PSOL) e Jandira Feghali (PCdoB) e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Todos discursaram em média cinco minutos.

"Disseram que não tem problema não ter ministras mulheres, porque o Brasil não tem tempo a perder. Se o Brasil não tem tempo a perder, nós não temos tempo de Temer! Aquilo não é uma esplanada de ministérios, é uma Casa Grande", declarou Freixo.

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Chico Alencar também defendeu a tese de ‘golpe’, mas lembrou que a Esquerda deve fazer uma autocrítica. Segundo ele, ao se aliar com o PMDB, “nós, a esquerda, demos um passo atrás”.  

“Os golpistas acharam que depois do que eles fizeram eles teriam paz. Olha aqui, minha gente. Eles não imaginaram que teríamos fôlego para colocar milhões de pessoas nas ruas. Eles subestimam a capacidade do povo de compreender o que aconteceu e o que está acontecendo”, disse Jandira Feghali.

“Nós conquistamos um estado e não vamos abrir mão dele. Cada um de nós é uma vela acesa para não deixar que a escuridão triunfe”, conclamou Jean Wyllys.

Os gritos de ‘Fora Temer’, ‘fascistas não passarão’, só cessaram nos momentos em que uma banda de samba entoou canções como ‘Senhora Liberdade’, de Nei Lopez e Wilson Moreira.

O ato foi pacífico, apesar de um grupo de estudantes da UFRJ ter fechado a rua paralela à Câmara dos Vereadores por mais de 30 minutos, impedindo o trânsito de automóveis. Depois de um tempo de negociação com a guarda municipal, as pistas foram liberadas. #Protestos no Brasil #Michel Temer