O único coro que está presente no discurso de todos os brasileiros é o de combate à corrupção. A maioria dos brasileiros defende a punição sem nenhum processo de seletividade partidário ou de ideologia. Quem gritou "fora Dilma" nas ruas também gritou "fora Aécio", quando o senador tentou participar da primeira manifestação em 2015, contra o governo de #Dilma Rousseff em São Paulo, na Avenida Paulista.

"Não há mais dúvida sobre o golpe contra Dilma Rousseff"

Muitas teorias, investigações e estudiosos apontam diversas conjunturas para a situação política atual brasileira. Dentre os que não apoiam a saída de Dilma e intitula todo o processo de impeachment como um 'golpe', manifestantes já vinham denunciando a seletividade das investigações da Lava Jato, e que a saída de Dilma Rousseff era planejada por diversos setores.

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Essa poderia ser só mais uma das teorias espalhadas na internet sobre o desfecho da presidente afastada. Certa ou não, agora a acusação de planejamento do afastamento de Dilma a fim de cessar as investigações da Lava Jato pode ser comprovado, graças ao áudio do ex-ministro do governo Temer, Romero Jucá (PMDB).

As gravações tomaram a internet e os veículos de comunicação online. A mídia tradicional brasileira fez silêncio diante do vazamento das gravações. No Jornal Nacional, nenhuma nota fora emitida sobre as gravações. A mídia brasileira não tem medo de 'escancarar' sua seletividade noticiosa. A mídia também já foi apontada como um dos pilares do planejamento do impeachment, que levou no afastamento de Dilma Rousseff (PT), do exercício da presidência do Brasil.

"Não há mais dúvida sobre o golpe contra Dilma Rousseff," defendeu hoje o presidente do PT, Rui Falcão.

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O país não esqueceu o vazamento ilegal feito pela Globo de Dilma e Lula

Quando o governo da presidente Dilma Rousseff estava em completo desalinho, a presidente resolveu nomear Lula como ministro da Casa Civil. Em uma conversa com o presidente sobre a assinatura de posse do ministério, Dilma falava sobre o envio do termo de posse a Lula, caso o ex-presidente não comparecesse à cerimônia de posse. Esse era o contexto de toda a conversa, sem citar operações políticas ou qualquer indício que incriminasse Dilma ou Lula. 

A conversa foi suficiente para ser divulgada pela Globo News, no mesmo dia em que fora realizada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato. O assunto ocupou todos os noticiários da TV, e consequentemente, Lula não assumiu o ministério, devido a outras pressões também. Dessa vez, Jucá (ex-ministro do governo Temer) entregou todo o processo de planejamento do impeachment de Dilma em uma gravação e a Globo se quer soltou uma matéria sobre o assunto. A emissora já foi ovacionada pela vanguardista jornal britânico The Guardian e pelas ruas que clamam por "fora Globo" também. #Michel Temer #Crise-de-governo