Mesmo diante da sociedade contemporânea em que as descobertas são feitas a toda hora, ainda há muitos conceitos antigos que estão arraigados profundamente nas pessoas, priorizando o respeito, o amor ao próximo e aos mais velhos, ou seja, são valores antigos, mas que continuam vigentes até os dias atuais. Tanto é assim, que a frase "deve-se respeitar os mais velhos" é repetida pelas mães brasileiras que querem criar filhos educados. 

Além de educação, os valores em questão traduzem sentimentos de apreço à sabedoria adquirida pelos idosos com o passar dos anos. Por outro lado, algumas pessoas, inclusive que não são mais tão jovens, acabam jogando por terra todo esse ensinamento cultural secular por meio de comportamentos e falas inadequados. 

Lamentavelmente, foi justamente um desvio de postura de quem deveria contribuir à formação dos mais jovens, no caso, uma diretora de uma universidade do bairro carioca de Madureira, que foi o mal exemplo acontecido no início do mês de maio.

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Tratou-se de puro preconceito venenoso contra a jovem aprendiz Larissa Inácio, que atuava na universidade. 

Quando o assunto é um centro de ensino para os mais jovens, muitos poderiam pensar que seria o caso de rapazes zombando ou ridicularizando as moças (o que é típico de uma sociedade machista) com palavras tais como: elas (as mulheres) não são “perfeitas” ou algo do gênero. Entretanto, nesse caso em particular, a autora do ato, no mínimo infeliz, foi mulher e diretora da universidade em que Larissa trabalhava. 

A jovem aprendiz já estava naquele local atuando por 1 ano e 2 meses, e dias atrás teve que enfrentar, talvez uma das situações mais constrangedoras na sua tenra juventude. Após terminar mais um dia de trabalho com sua amiga, Larissa foi ao banheiro e, chegando lá, ouviu um recado, no qual a diretora havia designado a uma outra empregada que falasse. 

Larissa Inácio iria retornar para casa, quando a mensageira da diretora, que ela nunca tinha visto anteriormente, lhe transmitiu o seguinte lembrete: “Olha, a diretora mandou avisar pra você baixar um pouco o volume do seu cabelo pra vir trabalhar amanhã”, rindo com a frase junto com outras mulheres que se encontravam no banheiro. 

A mãe da jovem logo que soube do triste ocorrido partiu em defesa de sua filha, fazendo questão de destacar as boas qualidades da menina em uma rede social, afirmando que Larissa é linda, tem um cabelo “estiloso”, é inteligente, educada e extrovertida, como a maioria dos jovens o são. 

A mãe de Larissa também ligou para a faculdade com o intuito de saber quem era a diretora.

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Uma funcionária prestou-lhe um atendimento satisfatório, sendo que a própria diretora veio ao telefone falar com ela, afirmando que tudo não tinha passado de uma brincadeira.

A mulher não se deu por satisfeita com essa explicação sem pé e nem cabeça, abrindo um boletim de ocorrência na 29.ª Delegacia de Polícia Civil em Madureira. Para piorar a situação, Larissa decidiu sair do serviço, porque não queria ser vista como a “encrenqueira” ou “vítima” como ela mesma afirmou. As medidas judiciais cabíveis serão tomadas pela família da jovem. 

Tudo isso só comprova que um mundo evoluído científica e tecnologicamente falando, não produz obrigatória e infelizmente, o progresso na comunicação entre as pessoas. #Escola #Comportamento #Racismo