O Vice-Presidente Michel Temer, que assumiu o poder de forma interina no ultimo dia 12 de maio, dia histórico para a "democracia" brasileira, recriou o “Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República” (GSI/PR), abolido em 2015, altura em que as áreas de defesa, segurança e inteligência sofreram cortes profundos.

Além da reativação do GSI, o presidente interino nomeou o novo ministro da pasta da Defesa, o deputado Raul Jungmann (PPS/PE), e subordinou ao GSI a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Gabinete de Segurança Institucional

O novo Ministro-Chefe do GSI é o general do Exército Brasileiro, Sérgio Etchegoyen, de 64 anos, que ocupa desde março de 2015 o posto de Chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro.

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O nome foi sugerido pelo ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo general Eduardo Villas-Boas, atual comandante do Exército Brasileiro.  

Durante os anos de 2009 e 2011, o general Etchegoyen prestou assessoria especial ao ministro da Defesa da época, Nelson Jobim, e ao Chefe do Núcleo de Implantação da Estratégia Nacional de Defesa (END), que visa traçar as diretrizes e os pilares de atuação das Forças Armadas.

A opção em recriar a pasta do GSI e nomear um militar para chefiá-la, bem como a estratégia em subordinar a ABIN ao Gabinete, indica novos rumos às políticas de defesa e segurança do Brasil. Segundo o portal BBC, o presidente interino tem planos em reestruturar a área de inteligência brasileira, o que fica claro com as novas medidas.

Ministério da Defesa

Outras mudanças que envolvem os temas de defesa e segurança é a permuta do chefe do Ministério da Defesa, até então comandada pelo ex-deputado Aldo Rebelo.

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O novo ministro foi nomeado no dia 12 de maio por Michel Temer, que indicou o deputado Raul Jungmann (PPS/PE) para assumir a pasta.

Raul Jungmann é um dos quatro novos ministros do governo interino de Temer e que são citados na lista Odebrecht. A lista é resultado das investigações da 23º fase da Operação Lava Jato e foi apreendida em março de 2016 pela Polícia Federal na sede da empresa Odebrecht.   #Impeachment #Crise no Brasil #Congresso Nacional